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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

60 discos gringos de 2018

neste nono ano de blog e, consequentemente, de retrospectivas musicais, um fator mudou tudo: a chegada da minha filha Tereza. em termos práticos-ouvi muito menos música e demorei mais pra fechar as listas. o tempo agora é outro, afinal de contas. mas uma coisa não mudou. o mundo e o brasil continuam produzindo sons finíssimos, instigantes, inquietos e poderosos. e a retrospectiva musical do esforçado começa com a lista de discos gringos.

tanto lá quanto cá, o rap segue no comando. e assim vieram trabalhos recentes de alguns já conhecidos da casa, tais como Anderson Paak, Bishop Nehru, Vince Staples, Drake e Earl Sweatshirt; minas foda como Princess Nokia, Noname e Leikeli47; além de veteranos como Nas, Eminem, Pusha T, Common [no projeto 'August Greene'] e Kanye West [que no meio de suas loucuras pessoais e políticas, lançou um solo e uma parceria com Kid Cudi]. teve também o casal Beyoncé e Jay-Z assinando como The Carters o primeiro disco em parceria que, mesmo não chegando aos pés de seus recentes trabalhos solo, é recheado de sons interessantes. mas aqui o destaque vai para Dirty Computer de Janelle Monáe e KOD de J. Cole. Janelle criou seu mais sofisticado trabalho conceitual - tem filme, clipes que dialogam entre si e o escambau - e ainda por cima tratando de identidade, gênero, tecnologia e raça [sem falar na influência decisiva de Prince e nas participações de figuras como Brian Wilson e Pharrell]. por outro lado, J. Cole veio com mais um disco de rap pesado e cru, atual e memorialístico [é, digamos assim, o Damn de Kendrick Lamar do ano]. 


janelle monáe e j. cole

claro que tem também sons não ingleses que vão desde as misturas do congolês Baloji até a cumbia digital do argentino Chancha Via Circuito, passando pelo afrobeat via Togo e França do grupo Vaudou Game, o panafricanismo eletrônico do Batuk [que reúne o produtor sulafricano Spoek Mathambo à cantora moçambicana Carla "Manteiga" Fonseca] e a doçura dramática do cancioneiro latinoamericano visto mais uma vez pelos olhos de Natalia Lafourcade. o destaque aqui vai para um disco que certamente estará em todas as melhores listas por aí, El Mal Querer, da espanhola Rosália. com produção do excelente El Guincho, a jovem de Barcelona incorporou flamenco, eletrônica, religiosidade e juventude em fúria.



sempre tem sons instrumentais aqui na casa e este ano trouxe três discos maravilhosos: The Serpent's Mouth do grupo alemão Bacao Rhythm & Steel Band com versões funky tambor de aço para músicas de Mary J. Blige, Dr. Dre, Jackson 5, Mobb Deep e Gang Starr; e Your Queen is a Reptile dos ingleses Sons of Kemet [grupo liderado pelo saxofonista Shabaka Hatchings], um poderoso e nem todo instrumental tratado sobre a cultura feminina negra. mas valem também os discos novos de Kamasi Washington, Sonido Gallo Negro, Hailu Mergia e Idris Ackamoor & The Pyramids.



nesse último bloco os destaques vão para o grande David Byrne e seu American Utopia, disco cheio de camadas e achados; o soul psicodélico e dramático dos ingleses da Magnificent Tape Band e uma da grandes surpresas do ano, o discaço The Subtle Art of Distraction; e uma dose dupla de Damon Albarn, tanto em mais um disco do Gorillaz [The Now Now] quanto no retorno do excelente projeto The Good, The Bad & The Queen e um dos melhores discos de 2018, o dolorido Merrie Land. vale mencionar ainda os trabalhos novos de Sudan Archives e Santigold e o disco cheio do Everything is Recorded, projeto do produtor Richard Russel [e dono do selo XL Recordings] que reuniu gente da pesada como as irmãs Ibeyi, Sampha, Wiki e Kamasi Washington].



segue então a lista completa e em ordem alfabética com links para os discos inteiros no Spotify ou YouTube.

Akua Naru - The Blackest Joy
Ali Shaheed Muhammad & Adrian Younge - The Midnight Hour
AMMAR 808 - Maghreb United
Anderson Paak - Oxnard
August Greene - August Greene
Bacao Rhythm & Steel Band - The Serpent's Mouth
Batuk - Kasi Royalty
Beyoncé & Jay-Z - Everything Is Love
Bishop Nehru - Elevators: Act I & II
Brockhampton - Iridescence
Cat Power - Wanderer
Chancha Via Circuito - Bienaventuranza
Charles Bradley - Black Velvet
Chloe X Halle - The Kids Are Alright
David Byrne - American Utopia
DJ Vadim - Dubcatcher Vol. 3
Drake - Scorpion
Earl Sweatshirt - Some Rap Songs
Eminem - Kamikaze      
Gorillaz - The Now Now
Hailu Mergia - Lala Belu
Idris Ackamoor & The Pyramids - An Angel Fell
J. Cole - KOD
Jack White - Boarding House Reach
Janelle Monáe - Dirty Computer
Justin Timberlake - Man of the Woods
Kamasi Washington - Heaven and Earth
Kanye West - ye
Kanye West & Kid Cudi - Kids See Ghosts
Lee 'Scratch' Perry - The Black Album
Leikeli47 - Acrylic
Leon Bridges - Good Thing
Lily Allen - No Shame
Little Dragon - Lover Chanting EP
Lykke Li - so sad so sexy
Muzi - Afrovision
Nas - Nasir
Natalia Lafourcade - Musas Vol. 2
Neneh Cherry - Broken Politics
Noname - Room 25
Orquestra Akokán - Orquestra Akokán
Princess Nokia - A Girl Cried Red
Pusha T - Daytona
Rosalia - El Mal Querer
Sonido Gallo Negro - Mambo Cósmico
Sons of Kemet - Your Queen is a Reptile
Sudan Archives - Sink EP
The Good, The Bad & The Queen - Merrie Land
The Internet - Hive Mind
The Magnificent Tape Band - The Subtle Art of Distraction
The Mystery of the Bulgarian Voices - BooCheeMish
Thom Yorke - Suspiria
Vaudou Game - Otodi
Vince Staples - FM!
Young Fathers - Cocoa Sugar

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

os 25 discos gringos de 2011 + bônus

que me perdoem os saudosistas, mas parece que a cada ano que passa fica mais difícil fechar uma lista com as melhores produções musicais (nacionais e internacionais). muita coisa boa de todo lado, de todo canto. essa é a terceira lista-retrospectiva que faço aqui no esforçado e basta passar o olho na de 2009 e 2010 para ver como a desse ano inchou. não é que tem mais coisa boa, é que estou numas de inclusão (e tempo livre) e começo a ficar com dó de deixar alguém de fora pra ter que fechar um número redondo. de qualquer forma, o esquema é quase o mesmo: melhores discos nacionais, canções nacionais, discos gringos e canções gringas. começamos então com os 25 principais discos gringos do ano, e sempre em ordem alfabética porque a casa é democrática, e todos com links para se conhecer/ouvir mais.

adrian younge - something about april (wax poetics records)
afrodizz - from outer space (c4)
asphalt orchestra (cantaloupe music)
bad bad not good (bbng)
beastie boys - hot sauce committee part 2 (capitol/emi)
bjork - biophilia (one little indian)
charles bradley - no time for dreaming (daptone records)
das racistrelax (greedhead music)
dead combolisboa mulata (universal)
drc music - kinshasa one two (warp)
hail mary mallon - are you gonna eat that? (rhymesayers)
ikebe shakedown (ubiquity recordings)
jay-z & kanye west - watch the throne (roc-a-fella records)
lykke liwounded rhymes (atlantic)
mayer hawthorne - how do you do (universal)
ocote soul soundstaurus (esl inc.)
orchestre poly-rhythmo de cotonou - cotonou club (strut records)
peter cat recording co.sinema (nh7)
the aggrolitesrugged road (young cub records)
the black keysel camino (nonesuch)
the cool kidswhen fish ride bicycles (green label sounds)
the echocentrics - sunshadows (ubiquity recordings)
the rootsundum (def jam)
tinariwentassili (anti)
waleambition (warner)

diferente do ano passado, quando junto com a lista destaquei a estreia do francês blundetto, o ano de 2011 não teve um disco de fora que me derrubasse com todas as suas faixas. mas se ameaçassem a integridade física de carolina me obrigando a escolher apenas um... eu diria: “posso dois?”. e ficaria com os sensacionais watch the throne, encontro de jay-z e kanye west, e kinshasa one two, outro encontro, dessa vez de damon albarn (blur/gorillaz) e outros produtores ingleses e americanos com artistas do congo.


o congo eletrônico de kinshasa one two e o encontro golden de jay-z e kanye

mas é uma foda parar em 25 com tanta coisa boa que rolou. então estiquei a lista com mais 15, inclusive para colocar alguns rocks que sempre ficam em segundo plano na batalha com a música negra (rap, reggae, funk, afrobeat, soul, etc). escuta só.

atmosphere - the family sign (rhymesayers)
blitz the ambassador - native sun (fat beats)
charlotte gainsbourg - stage whisper (elektra)
dengue fever - cannibal courtship (fantasy)
lee ‘scratch’ perry - rise again (m.o.d. technologies)
pj harvey - let england shake (vagrant)
radiohead - the king of limbs (tbd records)
raphael saadiq - stone rollin' (columbia)
rodrigo leão - a montanha mágica (sony music)
shabazz palaces - black up (sub pop records)
shawn lee - world of funk (ubiquity recordings)
the funk ark - from the rooftops (esl music)
the strokes - angles (rca)
tv on the radio - nine types of light (interscope)
wu-tang clan - legendary weapons (entertainment one music)

deu pra ti? sentindo falta de algo? então agora vai uma lista monstro com mais uma porrada de outras coisas legais que ouvi no decorrer de 2011. esses agora vão sem link porque outros posts precisam nascer, o fim de ano se aproxima e o tempo ruge.

adam tensta (scared of the dark, emi); adele (21, xl recordings); alborosie (2 times revolution, vp records); amerigo gazaway (fela soul, gummy soul); amsterdam klezmer band (katla, essay recordings); andrew bird (norman, mom & pop music); architecture in helsinki (moment bends, v2 records); beans (end it all, anticon); beirut (the rip tide, pompeii); betty wright & the roots (the movie, s-curve records); beyonce (4, columbia); bill frisell & vinicius cantuária (lagrimas mexicanas, eOne); black joe lewis & the honeybears (scandalous, lost highway); blueprint (adventures in counter culture, rhymesayers); boban markovic orkestar & fanfare ciorcalia (balkan brass battle, asphalt tango records); captain planet (cookin' gumbo, bastard jazz); common (the dreamer/the believer, warner); danger mouse & daniele luppi (rome, capitol); danny brown & black milk (black & brown, fat beats); dennis coffey (dennis coffey, strut records); dominique young unique (glamorous touch mixtape, artjam records); dub colossus (addis through the looking glass, real world records); elzhi (elmatic, jae b. group); evidence (cats & dogs, rhymesayers); fujiya & miyagi (ventriloquizzing, yep records); ghostpoet (peanut butter blues and melancholy jam, brownswood); gil scott-heron/jamie xx (we're new here, xl recordings); gonjasufi (the ninth inning EP, hydroshare.tv); hercules & love affair (blue songs, moshi moshi records); hypnotic brass ensemble (bulletproof brass, my publishinh group); i’m from barcelona (forever today, emi); j. rawls (the hip-hop affect, green streets entertainment); jay electronica (what the fuck is a jay electronic, we do it right); jc brooks & the uptown sound (want more, bloodshot); joe henry (reverie, anti); lack of afro (this time, freestyle records); little dragon (ritual union, peacefrog); little roy (battle for seattle, ark recordings); lucky brown (lucky brown's space dream, tramp records); me’shell ndegéocello (weather, naïve); mexicans with guns (ceremony, innovative leisure records); mo’ horizons & the banana soundsystem (mo’ horizons & the banana soundsystem, agogo records); mogwai (hardcore will never die, but you will, sub pop records); nostalgia 77 (sleepwalking society, tru thoughts); nouvelle vague (version française, dep/som livre); quantic y su conjunto (los miticos del ritmo (hip-hop en cumbia) EP, tru thoughts); roots manuva (4everevolution, big dada); roy ellis (the boss is back, liquidator); sbtrkt (sbtrkt, young turks); seun kuti & egypt 80 (from africa with fury rise, indie europe/zoom); shawn lee (tabla rock, ubiquity recordings); snoop dogg (doggumentary, doggystyle records); soil & “pimp” sessions (magnetic soil, victor entertainment); sonny & the sunsets (hit after hit, fat possum); spoek mathambo (put some red on it EP, sub pop records); superheavy (superheavy, universal); tamikrest (toumastin, glitterhouse records); tandy love (turk jerk: anatolian anagrams, fat city); the liberators (the liberators, record kicks); the natural yogurt band (tuck in with... the natural yogurt band, now-again records); the rhythmagic orchestra (the rhythmagic orchestra, impossible ark records); the shaolin afronauts (flight of the ancients, freestyle records); the streets (computers and blues, warner); toro y moi (underneath the pine, carpark); trombone shorty (for true, verve forecast); vast aire (ox 2010: a street odyssey, man bites dog); wiz khalifa (rolling papers, atlantic); wugazi (13 chambers, cecil otter & swiss andy); yelle (safari disco club, v2 records); ziggy marley (wild and free, vp records).

pensou que tinha acabado, né? voltei porque precisava deixar registrado que alguns dos melhores discos do estrangeiro que ouvi em 2011 foram na verdade produzidos entre o final dos anos 1960 e começo dos 1980, mas que agora ganharam nova vida em coletâneas caprichadas. tudo coisa muito fina, elegante e sincera. africana e oriental.

afrolatin via conakry (syllart productions);
afrolatin via cotonou (syllart productions); afrolatin via dakar (syllart productions); afrolatin via kinshasa (syllart productions); afro-soultet – afrodesia (1968-71) (luv n’ haight); bambara mystic soul: the raw sound of burkina faso (1974-79) (analog africa); brand new wayo – funk, fast times & nigerian boogie badness (1979-83) (comb & razor sound); ebo taylor - life stories: highlife & afrobeat classics (1973-80) (strut records); erkin koray – meçhul: singles & rarities (sublime frequencies); those shocking shaking days – indonesian hard, psychedelic, progressive rock and funk (1970-1978) (stones throw).

essa pedrada é o mais novo lançamento do selo analog africa, um dos preferidos da casa, e uma das melhores coisas que ouvi em 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

5 dias em kinshasa

e lá se foi damon albarn mais uma vez para a áfrica. após produzir o disco mali music (2002), algumas faixas para tony allen (o célebre baterista de fela kuti) e outras para o disco welcome to mali (2008), de amadou & mariam, o inglês chamou um grupo de amigos (dan the automator, richard russell, etc.) e todos partiram para kinshasa, capital do congo. em cinco dias gravaram com um pancada de músicos locais, jovens e velhos, e o resultado é o espetacular kinshasa one two (warp music, 2011). já é possível comprar sua versão digital, mas o disco e o vinil só saem no início de novembro. álbum cheio de camadas para ser ouvido e descoberto muitas e muitas vezes, kinshasa one two é encontro rico entre gerações e culturas. escute aí as primeiras faixas do disco.

DRC Music - Kinshasa One Two (see http://drcmusic.org ) by DRC Music

segue abaixo o trailer promocional do disco.



e aqui abaixo um pequeno flagra de um diálogo exclusivamente musical entre damon albarn e jupiter okwess (nenhum fala a língua do outro). impagável a cara de damon quando jupiter erra uma nota.



opa! e já tem o video, com imagens da gravação mesmo, de "hallo", faixa que abre o disco com a presença da cantora nelly liyemge e do grupo tout puissant mukalo.

domingo, 13 de junho de 2010

domingueira

em 2007, damon albarn (blur, gorillaz, etc.) se meteu em outro projeto paralelo: the good, the bad & the queen. ao seu lado, o baterista tony allen (fela kuti), o baixista paul simonon (the clash) e o guitarrista simon tong (the verve). a expectativa era grande e confesso que me decepcionei um pouco com o disco the good, the bad & the queen (parlophone, 2007), mas teve uma música, lançada apenas no single de "herculean", que salvou tudo (pelo menos pra mim). quase uma canção de ninar em forma de rap, "mr. whippy" conta com a participação de eslam jawaad, rapper de origem libanesa-síria. segue o video de uma apresentação ao vivo.



p.s.: achei dois clipes do ótimo disco de estreia de eslam,
the mammoth tusk (cadiz, 2009). curiossamente, as primeiras duas faixas: "pivot widdit" e "star spangled banner". segura a bronca.




domingo, 13 de setembro de 2009

domingueira

falei na domingueira da semana passada da paixão sincera de damon albarn (blur) pela música negra e, mais precisamente, pela música contemporânea africana. o casal amadou & mariam, por exemplo, vinha com um trabalho belo e sólido lá no mali desde a década de 1980, mas no início dos anos 2000 seu blues africano já estava misturado com pitadas latinas, guitarras roqueiras e outros sons africanos, a ponto de chamar atenção do "mundo ocidental". saiu então o lindão dimanche a bamako (nonesuch, 2005), com produção do manu chao, e no ano passado veio welcome to mali (because music, 2008), que teve a presença de damon albarn no estúdio. o inglês chega na humildade e não soterra o som do casal com tiques mercadológicos ocidentais. ele tem noção que o casal sabe o que faz - amadou tem 55 anos e toca guitarra de uma maneira muito original; mariam é mais nova, tem 51 e uma voz que alterna rapidamente suavidade e raiva; ambos são cegos de nascença. exemplo bem acabado do encontro é a faixa que abre o disco, a linda "sabali", a única parceria de albarn, amadou e mariam. o disco tem também participação do rapper somali k'naan. agora, com vocês, "sabali".


Amadou et Mariam - Sabali
Enviado por cpourlesparents. - Explore outros vídeos de música.

achei também um video ligeiro com albarn explicando algumas inspirações que teve pra música (edith piaf, etc.) e mariam contando como se conheceram e o que significa a palavra "sabali" (paciência).

domingo, 6 de setembro de 2009

domingueira

ouvindo esses dias o disco duplo midlife - a beguinner's guide to the blur (emi, 2009), uma coletânea revisionista da banda liderada por damon albarn (gorillaz), tive mais uma vez aquela certeza fundamental (e aqui me utilizo e entorto aquela frase célebre de paulo emílio salles gomes sobre o cinema brasileiro): a pior música do blur é melhor que toda a obra do oasis. sempre achei a banda dos gallagher (agora no singular, porque noel deu o pinote) extremamente superestimada e muito pouco original, fora a arrogância e aquele nhém-nhém-nhém de popstar. léguas abaixo do blur, mais discreto, versátil, bem humorado e com sonoridades variadas. outra característica que coloca o blur anos luz a frente do oasis, na humilde opinião deste que vos escreve, é que albarn tem uma paixão genuína pela música negra (tony allen, amadou & marian, etc.), enquanto os gallagher são apenas... brancos.



queria colocar o clipe de "tender", mesmo que não tenha nada demais nele, mas a gravadora emi é umas das muitas empresas que tem esse hábito mesquinho de desativar o 'embed' (artistas também fazem isso). enfim, essa versão ao vivo no programa jools holland é do mesmo ano de seu lançamento no disco 13 (emi, 1999). os 7 minutos e 40 segundos de "tender" abrem o disco com essa linda guitarra meio-oeste americano e um coral spiritual que sobe aos céus.