o rap é um dos gêneros preferidos da casa, acho que já deu pra notar, e já tem um tempo que as (boas) surpresas não param. aqui no brasil temos uma cena interessante que ainda precisa e merece um público maior, principalmente pra fugir de vaidades e cobranças internas. afinal, gente(s) como costa a costa, projeto manada, ca.ge.be., relatos da invasão, emicida, inquilinus, parteum, contrafluxo, z'áfrica brasil, gog, mamelo sound system, elo da corrente, rappin hood, thaide e racionais mc's, entre outros, ainda tem muito a dizer. mas divaguei, fui longe, porque tava querendo dizer que a partir do ótimo rap brasileiro pude ouvir que existe sim um mundo inteiro de rimas pr'além do inglês (que sempre será, não tem jeito, a melhor língua pro gênero).
por exemplo, sam the kid que, na verdade, se chama samuel martins torres santiago mira e é lisboeta do ano de 1979. conheço seu som tem uns três anos desde que ouvi numa lapada só os discos beats vol. 1 - amor (loop recordings, 2002) e pratica(mente) (edel, 2006). apesar de um certo estranhamento inicial com a língua no rap - na comparação, o português brasileiro parece rápido como de um novaiorquino maluco -, sam the kid se garantiu aqui no espaço com um invejável arsenal de rimas e batidas. mas curioso que só hoje vi esse ótimo clipe "poetas de karaoke", a preferida aqui da casa e hit do disco pratica(mente), cuja letra fala da necessidade e do orgulho de se fazer rap em sua própria língua.
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domingo, 23 de agosto de 2009
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