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quinta-feira, 28 de março de 2013

yahoo #66

já comecei meu blog solo no yahoo, o mexidão, e a ideia é que passe a tocar apenas ele com umas três atualizações semanais. portanto, este texto sobre o fenômeno "harlem shake" talvez seja meu último no ultrapop (tamos aí nas costuras, no que for melhor para ambas as partes, como diria aquele sujeitinho). os cães rodam e a caravana ruge.



O PRINCÍPIO, O MEIO E O FIM DE "HARLEM SHAKE"

Faz pouco mais de um mês que o mundo foi inundado por um novo e, como tudo na internet, inescapável meme. Impossível que você, caro(a) leitor(a), não tenha visto alguma versão do “Harlem Shake”, mesmo que depois tenha pensado cá com seus botões porque as pessoas estavam fazendo esse fuzuê todo.

A história começou mais ou menos assim. Baauer, um jovem DJ norte-americano nascido Harry Rodrigues, lançou em maio do ano passado a música “Harlem Shake”, mas ninguém deu a mínima pelota para esse batidão eletrônico que não tinha nenhuma relação com a dança de mesmo nome surgida no início dos anos 1980. Daí que o tempo passou e no final de janeiro deste ano, o comediante Filthy Frank pegou um trecho de quase 20 segundos da música, fez uma coreografia maluca com amigos e colocou como o início da compilação “Filthy Compilation #6 – Smell my fingers”. O viral estava quase pronto.

Três dias depois, apenas três dias depois, cinco moleques australianos autoproclamados The Sunny Coast Skate chegaram lá e definiram o formato que se espalharia pelo mundo com a mesma velocidade fatal da gripe espanhola. O vídeo tem apenas 30 segundos. Na primeira metade apenas um integrante do grupo dança ao som de “Harlem Shake”, e este usa um capacete, então acontece um breque na música, um corte seco no vídeo, e de repente todos começam a dançar dos jeitos mais nonsense possíveis. Pronto, o estrago estava feito.

No texto “Um artista desconhecido no topo da parada da Billboard”, o jornalista Alexandre Matias afirma que o vídeo “virou uma pérola de humor nonsense da internet. Justamente por isso pegou. E, como outros, começou a ser citado, referido, misturado. E o ‘do the harlem shake’ convidou as pessoas a fazerem seu próprio ‘Harlem Shake’. O resto é história”.

Essa combinação explosiva de dança, humor, simplicidade e tudo isso em apenas 30 segundos fez nascer versões como a do exército norueguês, os jogadores de basquete do Miami Heat e os mergulhadores da equipe da Universidade da Georgia, além de incontáveis compilações. O Brasil, claro, também deu sua contribuição e teve desde o Programa do Ratinho e o Programa da Eliana, passando por manifestações em Indaiatuba e na Avenida Paulista, até montagens com clipe de “66” da banda O Terno, o caos do transporte público em São Paulo e evangélicos rodopiando. E também compilações nacionais e até uma versão com letra em português (“Harlem Tcheka”) feita pelo Bonde do Rolê. Mas nada, em nenhum lugar, chega próximo da habitual genialidade d’Os Simpsons.


Claro que os mal humorados de plantão acham que por causa dessa febre o mundo vai acabar (mais uma vez). Não conseguem enxergar como um vídeo desses amplia o vocabulário de imagens e referências da cultura pop mundial. É uma Luisa Marilac, um “Gangman Style”, um “David after dentist”, coisas que passam, mas também deixam seus rastros.

De uma forma ou de outra, o sonho “Harlem Shake” está prestes a acabar, tanto que Rubinho Barrichello fez o seu no casamento de Tony Kanaan, mineiros australianos foram demitidos após colocarem sua versão no YouTube e russos foram presos após dançarem em um Memorial da Segunda Guerra. Por outro lado, Baauer está sendo processado por Hector Delgado e Jayson Musson por terem sampleado suas vozes (“Com los terroristas” e “Do the Harlem Shaker”, respectivamente) e ainda cometeu a burrada de brigar com uma estrela em ascensão, a rapper Azealia Banks, por causa de seu remix da música, quando deveria se sentir prestigiado. Escuta (e vê) só.


Já surge uma nova onda, um novo viral, porque a vida também é feita dessas coisas efêmeras e tem maluco pra tudo nesse mundo.

terça-feira, 20 de março de 2012

o gato, o rato e a ultraviolência

e não é que algum maluco abençoado com disposição e tempo livre compilou todas as aparições da dupla comichão & coçadinha n'os simpsons desde o final da década de 1980?! deu pouco mais de 48 minutos, mas é recomendável ser consumido em doses homeopáticas, afinal ultraviolência, mesmo animada, tem limite.





rever essa selvageria toda me fez lembrar do italiano massimo mattioli e seu squeak the mouse, uma mistura da boa e velha história de gato e rato com pitadas de humor nonsense, sexo explícito e violência à la sexta-feira 13. foi mais um daqueles achados da revista animal (foi capa da número 6).


o curioso é que numa busca por coisas relacionadas a squeak the mouse achei uma animação feita aqui no brasil, como trabalho de fim de curso. não é boa, mas é interessante (e tem uma citações bacanas a marcatti e mzk lá pelo final do curta).



SQUEAK THE MOUSE from MAZZA on Vimeo


pois é, assim caminha a humanidade desde os tempos de tom & jerry. ah, vi no trabalho sujo que viu no roteador.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

os simpsons por banksy

olha o banksy de novo aqui nas paradas. é que fiquei sabendo via @mateuspotumati que o inglês escreveu, desenhou o storyboards e dirigiu a abertura de um episódio recente d'os simpsons. a segunda metade é totalmente genial e sombria. só me fez pensar ainda mais na imaturidade dos políticos e do meios de comunicação brasileiros que não sabem lidar com a tal "liberdade de expressão" (al jean, um dos produtores da animação americana falou sobre essa colaboração na entertainment weekly). não é sr. estadão? não é dona folha?