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quinta-feira, 23 de abril de 2009

um minuto de silêncio (com atraso)

fiquei sabendo ontem que seu antônio vieira morreu. mas o que me entristeceu não foi a morte do veterano autor de doces crônicas das ruas de são luis do maranhão - o autor de "cocada" e "banho cheiroso" tinha quase 89 anos -, mas sim a falta de notícias sobre seu falecimento (o imparcial foi o único a dar em tempo e a amiga roberta valente, do agenda do samba & choro, replicou uma semana depois). porra, ele morreu em 7 de abril! o gafieiras entrevistou mestre antônio em 2004 quando passou por são paulo para um show ao lado do baiano riachão. conversa boa, leve, repleta de cheiros do passado... essa é uma das fotos que tirei no dia...

"Meu tempo era esse mesmo. Agora eu digo uma coisa sem a vaidade: eu sempre acreditei no meu trabalho, porque as pessoas que entendiam de música, diziam, “Tem talento”. O maestro Copinha, que já morreu, flautista, uma vez olhou meu trabalho, uma composição chamada “Poema para o azul”, disse: "Meu filho, pare aí que eu quero te acompanhar!". Pegou a flauta. Fui cantando e ele fazendo contracanto. Ele disse: "De quem é essa letra, meu filho?" Eu digo: "É minha". "De quem é essa música?" "É minha." "Você é um compositor do Brasil. O Brasil ainda vai conhecer o seu trabalho." Copinha é um grande músico, né?"

na rádio uol dá pra ouvir algumas das músicas de seu antônio vieira. mas falando em perda, e na importância dos registros do gafieiras, lá no myspace foi colocado um trecho da entrevista com o sivuca.