falei aqui, poucos dias atrás, que em 22 de janeiro de 2000, eu e carolina nos beijamos pela primeira vez. já era alta-noite-madrugada quando os olhares trocados - nos conhecíamos desde 1997 - viraram outra coisa. na sequência, sem muito lero-lero porque paixão assim não acontece todo dia e nem dá pra segurar, veio o namoro, as descobertas e muitas outras coisas. alguns anos depois juntamos nossos trapinhos, casamos, e montamos nosso primeiro lar: um apartamento lindo e cheio de boas lembranças lá no baixo pinheiros, na rua joão elias saada. novas descobertas no convívio diário, novas delícias (rusgas, crises e brigas também, quem não as tem). mais um tempo se passou e nos mudamos para um outro apartamento que, desde janeiro de 2007, vem sendo decorado com novas e belas histórias nossas (ali na oscar freire, do lado de pinheiros). e assim, de casa em casa, dez anos se passaram. uma década ao lado de carolina, mulher linda, forte, bem humorada, esperta, companheira e com tantas outras qualidades que se for listar aqui vai parecer que estou mentindo. não estou. mas também não vou entregar o ouro, afinal ela é minha, sacumé. por isso, sobe o som.
taí uma música que é, sem sombra de dúvidas, a nossa música. é também a faixa que abre um dos melhores discos da história mundial do mundo: duke ellington & john coltrane (impulse, 1962). que essa música, e outras mais que virão, embale nossas próximas décadas de amor, conquistas e carinhos sem ter fim.
carolina, eu te amo!
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
sábado, 2 de maio de 2009
milhas de miles
uma coisa puxa outra que puxa outra que puxa outra. chegou na redação a caixa comemorativa de 50 anos do kind of blue (columbia/sonybmg) de miles davis, um daqueles raros discos que trascendem o próprio gênero (e que ainda por cima é sucesso comercial desde seu lançamento). a tal da caixa - não existe outra palavra capaz de descrevê-la, é imprescindível mesmo - traz as cinco faixas originais ("so what", "freddie freeloader", "blue in green", "all blues" e "flamenco sketches") no disco 1, além de conversas, trechos variados e um take alternativo de "flamenco sketches". no disco 2 uma versão gigante (17 minutos!) e mais rápida de "so what" e ainda algumas músicas que não puderam entrar no disco ("on green dolphin street", "stella by starlight", "love for sale" e duas versões de "fran-dance"). pra fechar com chave de ouro um dvd com um documentário, galeria de fotos e um especial para tv feito em 1959 com o grupo de miles davis na época (com um john coltrane de rosto compenetrado). achei esse trecho no youtube com a linda e imortal "so what".
e aí, sem querer, achei na internet um documentário excelente chamado miles electric - a different kind of blue (2004), de murray lerner, que flagra miles davis dez anos depois de kind of blue. o inquieto miles está no início de suas fusões e experimentações elétricas no jazz. é tempo do igualmente clássico bitches brew (1969), de seus irmãos in a silent way (1969), a tribute to jack johnson (1970) e on the corner (1972), e de sua histórica apresentação no isle of wight festival em 1970 (o documentário de lerner está todo no youtube, em 9 partes, a partir deste video). e segue aqui um trecho mutcho loco com o grupo de miles no festival, e o brasileiro airto moreira fazendo todo tipo de barulho (de cuíca inclusive). a música é "call it anything". mestre é pouco.
e aí, sem querer, achei na internet um documentário excelente chamado miles electric - a different kind of blue (2004), de murray lerner, que flagra miles davis dez anos depois de kind of blue. o inquieto miles está no início de suas fusões e experimentações elétricas no jazz. é tempo do igualmente clássico bitches brew (1969), de seus irmãos in a silent way (1969), a tribute to jack johnson (1970) e on the corner (1972), e de sua histórica apresentação no isle of wight festival em 1970 (o documentário de lerner está todo no youtube, em 9 partes, a partir deste video). e segue aqui um trecho mutcho loco com o grupo de miles no festival, e o brasileiro airto moreira fazendo todo tipo de barulho (de cuíca inclusive). a música é "call it anything". mestre é pouco.
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