sábado, 20 de dezembro de 2025

ma ôe

dose dupla na edição de dezembro da Monet. de um lado, Taylor Swift (que acho que não colocarei aqui). do outro, um novo filme sobre Sílvio Santos. em Silvio Santos Vem Aí!, Leandro Hassum encarna o lendário comunicador durante a estranha, oportunista e mal sucedida tentativa de se candidatar à presidência (na primeira eleição democrática para o cargo desde o fim da ditadura). peguei aspas de Hassum e da co-protagonista Manu Gavassi de um material divulgado para a imprensa, mas entrevistei a diretora Cris D'Amato. o resultado tá aqui.

 
É NAMORO OU AMIZADE

Silvio Santos Vem Aí! traz Leandro Hassum como um dos maiores comunicadores brasileiros em sua tentativa de se tornar Presidente da República

Quando Silvio Santos morreu em 17 de agosto de 2024, aos 93 anos, seus milhões de fãs não puderam velá-lo. É que uma das figuras públicas mais conhecidas da história brasileira quis que sua morte fosse um momento tão íntimo da família como foi sua vida pessoal. Ele sabia também que sua voz, seu humor e seu poder de comunicação permaneceriam vivos e que assim, e somente assim, gostaria de ser lembrado. Mas não custa imaginar o que existe por trás da máscara e é justamente isso que faz Sílvio Santos Vem Aí!, protagonizado por Leandro Hassum e lançamento do mês na Claro.
 
Ninguém nunca viu o Silvio Santos entre quatro paredes na casa dele. Como era o Silvio Santos? Como ele falava com as suas filhas? Como ele falava com a sua esposa? Porque o que a gente tem é o que a gente viu gravado. Então, o Silvio, na sua intimidade, é uma incógnita, e aí ele virou uma personagem de ficção para a gente. Acho que o Silvio merece muitos filmes, muitos recortes, porque a vida dele é muito rica”, explicou a diretora Cris D’Amato.
 
Especialista em comédias de sucesso para o cinema tais como SOS – Mulheres ao Mar (1 e 2), A Sogra Perfeita (1 e 2) e Pai em Dobro, D’Amato foi apresentada ao projeto pela produtora Verônica Stumpf em 2019 e a princípio pensou em não aceitar porque achou que era pouco tempo para muita vida. Então, para desanimá-la ainda mais, apareceu um outro longa (Silvio, com Rodrigo Faro, que seria lançado em 2020, mas por causa da pandemia só foi em 2024) e uma série (O Rei da TV, com José Rubens Chachá, que teve duas temporadas em 2022 e 2023). Só que o recorte da vida de Silvio Santos escolhido pelo roteirista Paulo Cursino era bom demais para deixar passar.
 
QUEM QUER DINHEIRO?
 
O ano é 1989 e Silvio Santos já era o lendário comunicador e empresário que todos conhecemos. A voz, o deboche, o começo como radialista, os programas de auditório na TV, o Baú da Felicidade do ex-camelô, o dono de concessões de emissoras de TV (dadas pelo presidente Ernesto Geisel em meados da década de 1970, durante a ditadura militar), o programa ufanista ‘Semana do Presidente’ (um agrado ao General Figueiredo, o último presidente militar), tudo de Silvio Santos já existia em 1989.
 
Então, meio que do nada, Silvio anunciou que iria se candidatar à Presidência da República a pouco mais de duas semanas antes do primeiro turno da primeira eleição para presidente após o fim da ditadura. A história de Sílvio Santos Vem Aí! pega o personagem nesse momento. “É um recorte pouco conhecido do público, o dessa época. Os bastidores do programa, as motivações políticas, como é a família e ele na intimidade, tudo vai sendo descoberto para o espectador pela personagem da Manu Gavassi, que é uma diretora de marketing que vai assessorá-lo na campanha. E aí, nos encontros dela com ele, a gente vai descobrindo um pouco da vida do Silvio Santos”, diz D’Amato.
 
Marília, a personagem de Gavassi, funciona como o espectador que vive se equilibrando entre a desconfiança e o encantamento em relação a Silvio. “Achei muito curioso quando esse convite chegou a mim porque não tenho nenhuma relação com ele. Mas depois li o roteiro e entendi que a personagem tinha esse perfil questionador e curioso, que acho que as pessoas veem muito em mim também. Ela não estava convencida sobre o Silvio e sempre com respeito e profissionalismo ousava questionar as atitudes e intenções dele”, afirmou a atriz em material divulgado para a imprensa.
                                                   
QUER PEDIR AJUDA AOS UNIVERSITÁRIOS?
 
Já Leandro Hassum, o protagonista, tem muitas lembranças de Silvio Santos. Por exemplo, tinha 16 anos em 1989 e aquela eleição presidencial também foi sua primeira, então lembrava de todo o quiproquó da candidatura, da empolgação à frustração. Mas recordava, acima de tudo, do carisma do apresentador saltando da telinha toda santa tarde de domingo.
 
“Nunca imitei o Silvio Santos, nunca usei essa ‘arma’ para a minha comédia, porque, afinal de contas, sou ator e não imitador. Então, tentei pegar o espírito dele, o espírito da animação, o jeito do apresentador, e trazer para perto no gestual, no caminhar, na postura, a maneira de se comportar. E isso foi me trazendo o Silvio Santos, pela interpretação mesmo, o que acabou ficando, a meu ver, uma grande homenagem a ele”, confessou Hassum no release do filme.
 
É que todo mundo acha que sabe imitar o Silvio, e justamente por isso o ator resolveu fazer o caminho inverso e a partir da preparação corporal que a voz do personagem surgiu. “Quando faço um personagem fictício, posso usar minhas cartas na manga da comédia e tudo mais. Quando interpreto uma personalidade que realmente existiu, e com a proporção e o tamanho do Silvio, tenho que respeitar isso. Não dá para improvisar e fazer com que o público esqueça que estou contando a história do maior comunicador do Brasil”.
 
QUAL É A MÚSICA?
 
O comprometimento de Hassum foi tão grande que a diretora Cris D’Amato não passou um dia no set sem se impressionar. “Acho o Leandro muito próximo ao Sílvio no que diz respeito à composição da personagem. Era assustadoramente parecido, dava até nervoso”, diz rindo.
 
Para confirmar sua impressão sobre a caracterização de Hassum, D’Amato resolveu pedir então que, na hora de contratar a figuração, chamassem pessoas que participavam das caravanas que iam ao programa de Silvio Santos. O resultado foi uma torrente de emoções para todos os envolvidos. Hassum relembra que “foi muito impactante quando entrei em cena como Silvio e vi muitas pessoas chorando porque tiveram a sensação de estar vendo novamente o Silvio ali. Uma senhora chegou a me pegar pelo braço e me disse “estou te vendo aqui, estou pegando na mão do Silvio Santos”. Foi um momento de arrepiar e agora, só de falar, arrepio novamente”.
 
Por essas e outras emoções que tanto a diretora Cris D’Amato quanto o ator Leandro Hassum fazem questão de frisar que Silvio Santos Vem Aí! não é uma comédia, mesmo que ambos sejam conhecidos por terem produzido alguns dos filmes mais populares do gênero no país nos últimos anos.
 
“Isso mesmo, realmente não é uma comédia, mas existem passagens muito engraçadas. A partir do momento em que o filme chega ao domingo, que era o domingo inteiro dele, a gente vai permeando o filme com momentos divertidos com Domingo no Parque, Namoro ou Amizade, Topa Tudo Por Dinheiro, Show de Calouros, vários momentos icônicos na TV. Então tem cenas muito divertidas, mas sempre com o objetivo de contar a história. Nada de piada pela piada”, explicou Hassum. Sempre rir, mas com naturalidade.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

90 músicas e 55 discos gringos de 2025

O ano musical brasileiro foi muito bom, mais uma vez, e com alguns destaques acima da média, como sempre. Mas acho quase com certeza que as músicas que mais ouvi em 2025 foram gringas, com destaque para “Drop” do Tunde Adebimpe (TV On The Radio) e “Street Light Moon” do Sons of Sevilla. Mas também rolaram bastante instrumentais como a dos australianos do Surprise Chef (“Fare Evader”), da inglesa Anoushka Shankar (“Daybreak”), dos texanos Khruangbin (“White Gloves ii”) e dos alemães Bacao Rhythm & Steel Band (“Maria También”, que também é do Khruangbin).
 
No mais, foi particularmente difícil escolher uma música só de alguns dos mais potentes discos de 2025: Lux de Rosalía, Boleros Psicodelicos 2 do Adrian Quesada, DeBÍ TiRAR MáS FOToS de Bad Bunny, Hourglass do Antibalas, Cancionera de Natalia Lafourcade e Heroina de Sevdaliza. Então, sem mais blábli, segue a playlist...
 

90 MÚSICAS GRINGAS DE 2025
 
Adrian Quesada – “No Juego” [ft. Angélica Garcia]
Aesop Rock – “Roadwork Rappin”
Aloe Blacc – “Breakthrough”
Amaarae – “S.M.O.”
Aminé – “Familiar”
Ana Tijoux – “Muévelo”
Animal Collective – “Buddies on the Blackboard”
Anoushka Shankar – “Daybreak”
Antibalas – “Solace”
Arcade Fire – “Year of the Snake”
Atmosphere – “Really”
Bacao Rhythm & Steel Band – “Maria También”
Bad Bunny – “NUEVAYoL”
BadBadNotGood – “Found a Light (Beale Street)” [ft. V.C.R]
Bishop Nehru – “Nothing to Lose”
Blood Orange – “Mind Loaded” [ft. Caroline Polachek, Lorde & Mustafa]
Blundetto – “Coteau Caché” [ft. Pupajim]
Bomba Estéreo – “La Bilirrubina”
Brother Ali – “D.R.U.M.”
Capicua – “Ao Ocaso” [ft. Toty Sa'med]
Chance the Rapper – “Tree” [ft. Lil Wayne & Smino]
Cochemea – “Omeyocan”
DakhaBrakha – “9 Nedilechok”
Danger Mouse & Black Thought – “Up” [ft. Rag'n'Bone Man]
Daniel, Me Estás Matando – “Se Equivocó”
David Byrne – “What Is The Reason For It?” [ft. Hayley Williams]
De La Soul – “Run It Back” [ft. Nas]
Dear Silas – “Still Southern Playalistic”
Dijon – “Another Baby!”
Earl Sweatshirt – “Heavy Metal aka ejecto seato!”
El Michels Affair – “Mr. Brew”
Eva B & Taimour Baig – “Black Vigo”
Flea – “A Plea”
Gorillaz – “Damascus” [ft. Omar Souleyman & Yasiin Bey]
Greentea Peng – “Stones Throw”
Hermanos Gutiérrez – “Elegantly Wasted” [ft. Leon Bridges]
Hope Tala – “Magic or Medicine”
Hot Chip & Sleaford Mods – “Cat Burglar”
Indys Blu – “Saddest Song”
Jalen Ngonda – “All About Me”
Jeff Goldblum & The Mildred Snitzer Orchestra – “The Best Is Yet To Come” [ft. Scarlett Johansson]
Jorja Smith – “The Way I Love You”
Kali Uchis – “Territorial”
Kamauu – “Anthem”
Karol G – “Latina Foreva”
Kaytranada – “Space Invader”
Khruangbin – “White Gloves ii”
Kim Gordon – “Bye Bye 25”
Kokoroko – “Da Du Dah”
La Boa – “La Maquina de Tony”
Laufey – “Snow White”
Lea Maria Fries – “Witch's Broom”
Lella Fadda – “Tarat Tarat Tat”
Lido Pimienta – “Aún Te Quiero”
Lily Allen – “Nonmonogamummy”
Little Simz – “Young”
Lizzo – “Love in Real Life”
Lous and The Yakuza – “Sad Boy's Anthem”
Lupe Fiasco – “SOS”
Mark Ronson & Raye – “Suzanne”
Mick Jenkins – “Publix”
Moonchild Sanelly – “Falling”
Natalia Lafourcade – “Luna Creciente” [ft. Hermanos Gutiérrez]
Nightmares On Wax – “Bang Bien” [ft. Yasiin Bey]
Olympia Vitalis – “Painted Smiles”
Pachyman – “Hard to Part”
Panda Bear – “Ends Meet”
RaiNao – “Sofocón”
Rapsody & Madlib – “Daddy's Girl”
Rema – “Kelebu”
Rosalía – “Berghain” [ft. Björk & Yves Tumor]
Sam Akpro – “I Can't See The Sun”
Şatellites – “Yok Yok”
Seun Kuti & Egypt 80 – “Move (Keep Moving Version)” [ft. Kamasi Washington]
Sevdaliza – “Heroina” [ft. La Joaqui]
Skiifall – “Her World” [ft. Jorja Smith]
Skunt (Lady Leshurr) – “Tobasco”
Sons of Sevilla – “Street Light Moon”
Sudan Archives – “My Type”
Surprise Chef – “Fare Evader”
The Animeros – “Ponchote de Ritmo”
The Bongolian – “Master Blaster Tendulkar”
The Diasonics – “Larks”
The Olympians – “California”
The Young Gods – “Blackwater”
Tigerbalm & Giorgio Lopez – “Nayar”
Timbaland – “Lion's Roar”
Tunde Adebimpe – “Drop”
Yamê – “Shoot”
Yukimi – “Sad Makeup”

 
55 DISCOS GRINGOS DE 2025
 
Já falei logo acima de alguns dos discaços gringos do ano – Lux de Rosalía, Boleros Psicodelicos 2 do Adrian Quesada, DeBÍ TiRAR MáS FOToS de Bad Bunny, Hourglass do Antibalas, Cancionera de Natalia Lafourcade e Heroina de Sevdaliza –, então agora quero destacar outras belezuras de outros países.
 
Tem o retorno da rapper portuguesa Capicua (Um Gelado Antes do Fim do Mundo), a bossa francesa do produtor Blundetto (Cousin Zaka Vol. 3), o jazz funk originário do Cochemea (Vol 3: Ancestros Futuros), o pop afiado da ganense-americana Amaarae (Black Star), o mergulho afrobeat do veterano Timbaland (Timbo Progression), a inquietude genial do mestre David Byrne (Who Is The Sky?), mais um fino acerto da rapper inglesa Little Simz (Lotus), as colombianices pop de Kali Uchis (Sincerely: P.S.) e Karol G (Tropicoqueta), e a novidade adubada com raízes porto-riquenhas de Pachyman (Another Place).
 
Adrian Quesada - Boleros Psicodelicos 2
Aesop Rock - Black Hole Superette
Aloe Blacc - Stand Together
Amaarae - Black Star
Aminé - 13 Months of Sunshine
Anoushka Shankar - Chapter III: We Return to Light
Anthony Joseph - Rowing Up River To Get Our Names Back
Antibalas - Hourglass
Arcade Fire - Pink Elephant
Atmosphere - Jestures
Bacao Rhythm & Steel Band - Big Crown Vaults Vol. 4
Bad Bunny - DeBÍ TiRAR MáS FOToS
Blood Orange - Essex Honey
Blundetto - Cousin Zaka Vol. 3
Bonbon Vodou - Épopée Métèque
Brother Ali - Satisfied Soul         
Ca7riel & Paco Amoroso - Papota
Capicua - Um Gelado Antes do Fim do Mundo
Chance the Rapper - Star Line
Cochemea - Vol 3: Ancestros Futuros
David Byrne - Who Is The Sky?
De La Soul - Cabin in the Sky
Dijon - Baby
Earl Sweatshirt - Live Laugh Love
El Michels Affair - 24 Hr Sports
Freddie Gibbs & The Alchemist - Alfredo 2
Jeff Goldblum & The Mildred Snitzer Orchestra - Still Blooming
Kali Uchis - Sincerely: P.S.
Karol G - Tropicoqueta
Kaytranada - Ain't No Damn Way!
Khruangbin - The Universe Smiles Upon You II
Kokoroko - Tuff Times Never Last
La Boa - La Boa Meets Tony Allen
Laufey - A Matter of Time
Lido Pimienta - La Belleza
Lily Allen - West End Girl
Little Simz - Lotus
Lizzo - My Face Hurts From Smiling
Mavis Staples - Sad and Beautiful World
Natalia Lafourcade - Cancionera
Nightmares on Wax - Echo45 Sound System
Pachyman - Another Place
Panda Bear - Sinister Grift
Rosalía - Lux
Sam Akpro - Evenfall
Sevdaliza - Heroina
Sudan Archives - The BPM
Surprise Chef - Superb
The Bongolian - Indian Summer Love
The Diasonics - Ornithology
The Young Gods - Appear Disappear
Timbaland - Timbo Progression
Tunde Adebimpe - Thee Black Boltz
Tyler, The Creator - Don’t Tap the Glass
Yukimi - For You

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

54 músicas e 36 discos brasileiros de 2025

Entra ano e sai ano – estou fazendo essas retrospectivas desde 2009 – e continuo sem saber definir como foi a música brasileira do ano que passou. Que cara ela teve? Algum gênero? Alguma região? Faço a mínima ideia e acho que isso é bom. Ah, pra não ser tão vago, tenho uma certeza, mas só posso dizer por mim mesmo: tenho ouvido música brasileira de mais lugares e de uma maior variedade de pessoas, vivências, estímulos. 

Sei também que foi muito difícil escolher uma música só do disco do Don L e do Baco Exu do Blues, bem como do Rodrigo Ogi & niLL, do Seu Pereira e Coletivo 401, do Siba e do Mateus Fazeno Rock. 

Só dois artistas emplacaram duas faixas na lista porque não eram do mesmo trampo. Alessandra Leão veio com “Onça” (do disco com Sapopemba) e “Tatuzinho” (parceria com Kiko Dinucci que Alessandra já havia gravado no discos Brinquedo de Tambor e Pedra de Sal e agora volta como arrocha em dueto com Liniker e acompanhadas por Chico Correa). E Thiago França chegou com mais instrumentais pedrada com sua Charanga e outro instrumental poderoso, mas dessa vez em parceria com o bróder Marcelo Cabral. Sem mais...

 


54 MÚSICAS BRASILEIRAS DE 2025

A Espetacular Charanga do França – “Charanga Pagodão”
Abacaxepa – “Beijo Safado” [ft. Felipe Cordeiro]
Afrocidade – “Orìkí”
Alessandra Leão & Sapopemba – “Onça” [ft. Thais Nicodemo, Tamiris Silveira & Marcelo Cabral]
Alessandra Leão & Liniker – “Tatuzinho” [ft. Chico Correa]
Arnaldo Antunes – “Pra Não Falar Mal” [ft. Ana Frango Elétrico]
Arthur de Faria & Pedro Longes – “Bela Baila”
Baco Exu do Blues – “Romance Latino” [ft. Teto]
Bárbara Eugênia – “Pare” [ft. Rafael Castro]
Carlos Dafé & Adrian Younge – “O Baile Funk Vai Rolar”
Clube do Balanço – “Pacutiquibê Iaô”
Crizin da Z.O. – “Repetição Um” [ft. Kiko Dinucci]
Daúde & Lia de Itamaracá – “As Negras”
Deize Tigrona – “Melhor Amiga” [ft. MC Tha]
DJ Caique – “Salsa Groove”
Dom Salvador, Adrian Younge & Ali Shaheed Muhammad – “Não Podermos o Amar Parar”
Don L – “Bandido”
Dona Onete – “Quatro Contas”
Drik Barbosa – “Sob Medida” [ft. Cristal & Stefanie]
Duda Beat – “Foimal” [ft. Boogarins]
Elo da Corrente & BEATDOMK – “Sem Acordo”
Emicida – “Finado Neguim Nemo?”
FBC & Coyote Beatz – “Cabana Terminal”
Felipe Antunes – “Embarcação”
Filarmônica de Pasárgada – “Ladeira da Memória” [ft. Ná Ozzetti]
Gang do Eletro – “Baladeira”
Jadsa – “Big Bang”
Johnny Hooker & Ney Matogrosso – “Viver e Morrer de Amor na América Latina”
Karnak – “Carlevindo é Boy”
Lucas Santtana & Gilberto Gil – “A História da Nossa Língua”
Luedji Luna – “Apocalipse” [ft. Seu Jorge & Arthur Verocai]
Marcelo D2 – “Tataruê”
Marietta – “Fogo Sagrado” [ft. A Pretaa]
Marina Sena – “Lua Cheia”
Mateus Fazeno Rock – “Melô do Sossego” [ft. Fernando Catatau]
Moreno Veloso & Jussara Silveira – “O Cortejo Afronta”
Pabllo Vittar & Nathy Peluso – “Fantasía”
Pai Guga – “Lua Rosa”
Parteum – “Raciocínio Inteiro”
Pélico e Ronaldo Bastos – “Infinito Blue”
Professor M.Stereo – “Picles de Manga”
Rachel Reis – “Tabuleiro” [com Don L, Nêssa & Rincon Sapiência]
Rei Lacoste – “Leão do Norte”
Rodrigo Ogi & niLL – “Abdul São”
Seu Pereira e Coletivo 401 – “Um Dia” [feat. Totonho e Os Cabra]
Siba – “Máquina de Fazer Festa”
Síntese – “Luzes”
Thiago França & Marcelo Cabral – “Angolana”
Totonho e Os Cabra – “Sulandê” [ft. Mestra Ana do Côco]
Tulipa Ruiz & Yehaiyahan – “Alongo”
Urias – “Deus” [ft. Criolo]
Wado – “Jão” [ft. Fábio Trummer]
Xamã – “Catucada na Bandida” [ft. O Kannalha]
Yago Oproprio – “Percepción”

36 DISCOS BRASILEIROS DE 2025

Como sempre, dentre os discos que mais me pegaram no ano, tem uns que me pegaram mais. O disco do cearense Don L (Caro Vapor II) é uma explosão de vitalidades, referências e assuntos; enquanto o encontro dos paulistas Rodrigo Ogi e niLL (Manual para Não Desaparecer) é rap old school com olhos no futuro e cheiros de cidade grande. Tem também muito de Bahia com novos trabalhos intensos do Baiana System (O Mundo Dá Voltas) e de Baco Exu do Blues (Hasos), a estreia poderosa e diversa de Rei Lacoste (O Que Você Ouve/O Que Houve Com Você) e a classe suprema de Luedji Luna (que após cinco anos sem gravar, lançou, na verdade, logo dois discos, Um Mar Pra Cada Um e Antes Que A Terra Acabe). 

E como é bom ouvir veteranos produzindo novas belezas. Os discos de Mateus Aleluia e Dom Salvador são grandes preciosidades. 

Vale também destacar os trabalhos do cearense Mateus Fazeno Rock, da baiana Jadsa, dos paraibanos do Seu Pereira e Coletivo 401 e de regulares da casa como Siba, A Espetacular Charanga do França e Alessandra Leão (dessa vez com Sapopemba). Bom demais ouvir as ótimas estreias solo de Pai Guga (Amplexos) e Professor M.Stereo (Tiago Munhoz, beatmaker paulistano que foi do Ascendência Mista, Contrafluxo e Mamelo Sound System). 

Por último, dois belos trabalhos do agora produtor Pupillo (ex-Nação Zumbi): o Novo Mundo de Arnaldo Antunes e Pelos Olhos do Mar, encontro lírico e ancestral de Daúde & Lia de Itamaracá. 

A Espetacular Charanga do França - Bololô
Alessandra Leão & Sapopemba - Exu Ajuô
Arnaldo Antunes - Novo Mundo
Arthur de Faria & Pedro Longes - Canciones con Drama
Baco Exu do Blues - Hasos
Baiana System - O Mundo Dá Voltas
BK' - Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer
Crizin da Z.O. - ACLR+6
Daúde & Lia de Itamaracá - Pelos Olhos do Mar
Dom Salvador - Jazz is Dead 24
Don L - Caro Vapor II: Qual a Forma de Pagamento?
Emicida – Racional Vl. 2: Mesmas Cores & Mesmos Valores
FBC - Assaltos & Batidas
Felipe Antunes - Embarcação
Filarmônica de Pasárgada - Rua Teodoro Sampaio, 1091
Gaby Amarantos - Rock Doido
Gang do Eletro - No Embalo do Tecnobrega
Jadsa - Big Buraco
Luedji Luna - Um Mar Pra Cada Um
Marcelo D2 - Manual Prático do Novo Samba, Vol. 3
Marina Sena - Coisas Naturais
Mateus Aleluia - Mateus Aleluia
Mateus Fazeno Rock - Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem
Negra Li - Silêncio Que Grita
Pai Guga - O Túmulo do Mergulhador
Papatinho - MPC (Música Popular Carioca)
Pélico & Ronaldo Bastos - A Universa Me Sorriu
Professor M.Stereo - Windows
Rachel Reis - Divina Casca
Rei Lacoste - O Que Você Ouve/O Que Houve Com Você
Rodrigo Ogi & niLL - Manual Para Não Desaparecer
Seu Pereira e Coletivo 401 - Obsoleto
Siba - Máquina de Fazer Festa
Totonho e Os Cabra - Ai Dentu: Funk de Embolada e Hip Hop do Mato
Urias - Carranca
Wado - Obstrução Samba