um ano atrás, o(a) usuário(a) sobriquetism comentou em uma página do youtube que traz uma das versões de 'a jardineira'. queria saber se o soldado brasileiro que ensinou a marchinha para sua vó, em 1945, ainda estava vivo. dizia ainda que a vó sabia de cor a música até hoje. gravada originalmente por orlando silva em 1938 e um dos maiores sucesso do carnaval de 1939, 'a jardineira' é composição de humberto porto e benedito lacerda.
bem, ninguém respondeu por lá e ele(a) acabou compartilhando sua dúvida no google plus. daí que não demorou muito e apareceu anderson monteiro com uma história interessantíssima sobre a marchinha e os pracinhas brasileiros. mas sobriquetism, que imaginei ser italiano(a) pois o brasil lutou apenas na itália, só viu isso em dezembro. no entanto, trouxe novas informações sobre os brasileiros - eram dois, não um. anderson pesquisou, etc.
enfim, sem querer adiantar mais nada, vejam aí os prints de uma bela-curiosa-divertida história de carnaval, brasil e itália de anos passados.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
yahoo #64
em março rolarão novidades no yahoo e por causa disso a minha coluna no ultrapop voltou a ser quinzenal. essa aqui saiu na quarta-feira de cinzas e tratou, obviamente, de carnaval, mas de carnaval em são paulo, mais precisamente em cima do minhocão. posso dizer, sem medo de exagerar, que foi um daqueles dias que vou me lembrar pra sempre. alegria, sintonia, amor, suor e festa, muita festa, numa cidade que precisa muito voltar a se divertir. sem falar em um lindo batman mirim em seu primeiro carnaval de rua.
QUANDO O MINHOCÃO BALANÇOU DE ALEGRIA
Existem os carnavais de rua profissionais do Rio de Janeiro,
Salvador e Recife/Olinda e existe o de São Paulo, franzino, tímido e motivo de
deboche nacional. Por enquanto. É que ninguém fica na cidade. É que São Paulo
não gosta de folia. É que sempre chove no carnaval. Nada disso é desculpa,
muito menos verdade, e a festa pagã deste ano pode ser um momento de virada
nessa história. Não é à toa que é o primeiro carnaval após os oito anos
restritivos, burocráticos e caretas da gestão Serra-Kassab. Deu pra sentir nas
ruas um eufórico espírito de retomada, mesmo que ainda um tanto caótica, afinal
a cidade não está acostumada a ser feliz.
No final do ano passado foi criado o Manifesto Carnavalista,
uma reunião de blocos e cordões independentes com interessantes
reinvindicações: direito à alegria; direito à folia; valorização e afirmação da
tradição cultural paulistana; ocupação do espaço público como exercício da
cidadania; e identificação do potencial econômico do carnaval de rua. Daí que a
nova gestão da Prefeitura de São Paulo, na figura do Secretário de Cultura Juca
Ferreira, estabeleceu um diálogo com os blocos e foi assim que a história da
folia paulistana ganhou novas caras e um novo futuro.
E as ruas foram tomadas tanto pelos tradicionais Bloco dos
Esfarrapados (66 anos) e Vai Quem Quer (33 anos) quanto por blocos jovens ou
estreantes como Bloco Afro Ilú Obá de Min, Cordão Kolombolo Diá Piratininga,
Acadêmicos do Baixo Augusta, Ó do Borogodó, Nois Trupica Mais Não Cai, Bloco
Soviético, Confraria do Pasmado, Cordão Cecília, Jegue Elétrico, Pimentas do
Reino, João Capota na Alves, Zé e Maria, Vaca das Galáxias e Bando dos 7.
Mas o caso do Agora Vai, que saiu no final da tarde de ontem
(terça gorda), é bastante revelador desse novo espírito. Fundado em 2005 na
Barra Funda, o bloco sai do Largo Padre Péricles e anda um tanto bom pelo
Minhocão até voltar ao largo, com direito a hino próprio, marchinha inédita
todo ano, duas vocalistas em um carrinho de som improvisado, estandarte e uma
pequena e aplicada bateria que faz até breques de funk.
E tinha de tudo por lá, casais e solteiros(as), homos e
heteros, crianças e velhos, gente fantasiada e malucos à paisana, todos
cantando e dançando por uma cidade que seja boa para quem a faz. Perto da
concentração aconteceram ainda divertidas intervenções em placas e, de uma hora
pra outra, a feia Marginal Tietê se transformou numa esfuziante Marginal Paetê.
Mas o auge do bloco aconteceu quando as cerca de 3 mil
pessoas presentes começaram a pular e fazer o Minhocão balançar. Construído por
Paulo Maluf e com nome de ditador militar (Costa e Silva), o Elevado felizmente
já é usado para fins recreativos nos finais de semana, mas nesse Carnaval ele
virou uma grande passarela para alegrias das mais diversas. Desde um cadeirante
com cabelos lotados de confete até um menino de 4 anos vestido de Batman que
abriu os braços e sorriu ao ter seu nome de herói gritado por centenas de
pessoas. Esse é o tecido de que são feitos os sonhos carnavalescos de uma
cidade.
p.s.: falando em Carnaval de São Paulo, nada melhor que
encerrar esse post ao som d’A Espetacular Charanga do França.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
charangas me mordam
nos últimos tempos, o pobre e esquecido carnaval de rua paulistano vem ganhando um fôlego novo. a cada ano surgem blocos novos - agora em 2013, por exemplo, tem o bloco soviético (dia 2, 16h) - e projeto especiais como a espetacular charanga do frança. big band liderada por um dos homens que mais trabalha na música de são paulo, o saxofonista thiago frança (sambanzo, criolo, metá metá, marginals, etc.), a charanga tem se apresentado às quartas no centro cultural rio verde e é um das maiores delícias de ouvir e ver (olha aqui o poder deles ao vivo). tem show hoje, dia 30, e na quarta que vem, dia 6 de fevereiro. o repertório vai de marchinhas clássicas como "taí" até versões inusitadas de canções como "cheia de manias" (raça negra), "lama" (mauro duarte) e "retalhos de cetim" (benito di paula), passando por composições próprias da pesada como estas três que o frança disponibilizou em seu canal no youtube.
o grupo é formado por thiago frança (sax alto), anderson quevedo (sax barítono), amílcar rodrigues (trompete), didi machado (trombone), emerson bernardes (cavaquinho), samba sam (surdo), tony gordin (reco) e pimpa moreira (bateria). e aqui abaixo fotos dos shows que fui nos dia 16 e 30 de janeiro, e 6 de fevereiro, respectivamente.
o grupo é formado por thiago frança (sax alto), anderson quevedo (sax barítono), amílcar rodrigues (trompete), didi machado (trombone), emerson bernardes (cavaquinho), samba sam (surdo), tony gordin (reco) e pimpa moreira (bateria). e aqui abaixo fotos dos shows que fui nos dia 16 e 30 de janeiro, e 6 de fevereiro, respectivamente.
sexta-feira, 2 de março de 2012
yahoo #30
fim de uma semana maluca com entrega de dois frilas que demandaram muitas fontes e pesquisas (não necessariamente nessa ordem). isto dito, a coluna que era pra subir na quarta foi terminada ontem no fim da tarde e subiu no yahoo hoje por volta das 13h (olha lá, "quem tem medo de carlinhos brown?" trata da torcida contra o baiano no oscar). é a bahia que não me sai do pensamento, ai ai ai. afinal, a anterior, "o espírito tosco do abadá" versa sobre uma declaração infeliz e reveladora de daniela mercury sobre o carnaval baiano.
O ESPÍRITO TOSCO DO ABADÁ
O ESPÍRITO TOSCO DO ABADÁ
Pois é, mais um carnaval acabou e entre rasgações de notas
em São Paulo, milhares de blocos de ruas em cidades como Recife
e Olinda, e mais uma vitória da Broadway momesca de Paulo Barros (Unidos da
Tijuca) no Rio de Janeiro, o que sempre me chama mais atenção é o apartheid
social cada vez mais profundo em Salvador.
Há poucas semanas, nos intervalos de gravação do programa
Aprovado (TV Bahia, filiada da Globo), a cantora Daniela Mercury soltou a
seguinte pérola testemunhada por muitos e registrada em reportagem do Terra
Magazine: “Na verdade, só existe carnaval por causa da iniciativa privada”.
O mais revelador é que após o ocorrido sua assessoria de imprensa soltou uma
nota negando outra frase (“Caetano e Gil são do passado”), afinal pegaria mal
para a cordialidade baiana, e silêncio absoluto sobre a relação carnaval X
iniciativa privada.
Óbvio que o carnaval virou negócio milionário em cidades
turísticas como Salvador e Rio de Janeiro. Impossível lutar contra e, a
princípio, não tem nada de errado nisso. Só não dá para engolir uma frase tão
canalha como essa. O carnaval nasceu, existe e se renova por iniciativa popular
(o renascimento do carnaval de rua no Rio de Janeiro nos anos 2000 é um exemplo
da força dessa iniciativa). No caso de Salvador, e de todas as outras cidades
que importaram o conceito de micaretas e trios elétricos, a iniciativa privada
veio para dar lucro a poucos e segregar a diversão.
É o tal espírito do abadá que separa os que podem pagar dos
que não podem, os brancos dos negros, o pessoal premium da patuléia, os
turistas dos locais, os playboys da pipoca, e assim por diante. O negócio foi
ficando tão feio, tão na cara, que recentemente surgiram blocos sem cordões em
Salvador. Mas no fundo pouca gente se importa. Daniela Mercury não se importa.
Artistas globais que ganham um troco para dar as caras nos camarotes também não
se importam. É normal. É assim mesmo. Segregar sem “se dar conta”, isto é,
achando que é apenas uma busca por mais conforto para si próprio é um dos mais
recorrentes esportes nacionais.
Por sorte ainda temos os bailes carnavalescos malucos &
trash (que foram assunto de minha primeira coluna aqui, “Tô me
guardando pra quando o carnaval chegar”) e, acima de tudo, a rua, que
sempre falará mais alto e com mais potência, humor e graça que a tal iniciativa
privada. A rua somos nós feito confete e serpentina.
quinta-feira, 17 de março de 2011
yahoo #01
foi no carnaval que estreei a minha coluna ultra pop no yahoo e a festividade foi o assunto do primeiro texto. a ideia da coluna é falar sobre grandes e pequenas manifestações culturais populares brasileiras, tanto na tv quanto na música, tanto no cinema quanto na internet. e ser provocante e bem humorado, claro. as atualizações serão quinzenais e quando uma nova estrear por lá, a anterior vem pra cá. agradecimentos a michel blanco, editor-geral de conteúdo do yahoo, e a walter hupsel, outro colunista da casa, amigo dos tempos da sociais e grande incentivador dessa nova empreitada do esforçado. chora cavaco, móderfocker!
TÔ ME GUARDANDO PRA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
Existem milhões de jeitos de curtir o Carnaval (e outros tantos de não curtir, mas aí é outra história). Pode ser na rua, no trio elétrico, no clube, no boteco, na piscina e até na TV. Mas poucos são tão surreais quanto o da TV. Não estou falando dos desfiles de escolas de samba não, nada dessas coisas cronometradas, com tais e tais alas, e jurados e notas, fantasia e harmonia, nada disso. Quente mesmo é pegar uma Rede TV da vida e acompanhar nas madrugadas o lado B do carnaval, que pode tanto acontecer do lado de fora dos sambódromos quanto na entrada de algum Gala Gay.
Nada é mais carnavalesco que uma ex-BBB metendo os pés pelas mãos em uma entrevista com travestis anônimos no “tapete vermelho” de algum baile mequetrefe. Ou então uma apresentadora e ex-modelo que ameaça tirar a roupa ao vivo para provar qualquer coisa. É caos puro. Alguns podem chamar de gafe ou vergonha alheia, outros de decadência da TV aberta, eu só acho divertido que só. É aquele espírito mambembe que une um monte de gente despreparada ao redor de outro tanto que não quer saber do amanhã. Motivo de sobra para risadas. Ou sustos, afinal, em um dado momento da cobertura de 2008 Monique Evans soltou ao mundo que “vocês sabiam que a Rede TV é 100% HD? Aqui você pode ver tudo como realmente é!”, o que soa ameaçador diante de uma múmia de chinelos segurando um frango de plástico e curtindo um pole dancing.
Pois é, não dá para esperar muita coerência no carnaval. Uma hora a câmera passeia ao redor de uma dançarina, coberta apenas com purpurina e um tapa-sexo, que aos gritos conta detalhes sobre a carreira e os mililitros de silicone colocados em cada seio. A repórter pede mais uma voltinha, close na bunda, outra volta, novo close, e daí que surge, ao vivo e a cores, um belo de um furúnculo. Caos, caos. Ninguém escuta ninguém. É que a bateria está comendo solta a poucos metros, o que deixou o câmera em transe, imagem focada e congelada na bunda e seu furúnculo. Lá no estúdio, o apresentador de peruca nova também grita: “Renata! Renataaa! Tá me escutando?”. Não, não está.
Em transmissões assim, sem acesso aos camarotes com celebridades tipo A, os que estão do lado de fora do cordão, o pessoal da pipoca, acaba tendo vez e voz. E basta um microfone aparecer para ser agarrado com voracidade. É a chance de cada um mostrar que existe e que sua alegria é a maior de todas. Enquanto uma foliã é entrevistada e tenta, aos tropeços, lembrar quantos já beijou na noite um gaiato levanta um cartaz feito em casa com os dizeres “Chiclete com Banana é melhor que U2” e ensaia encoxar uma desavisada hipnotizada pela luz da câmera. De volta ao estúdio, o homem da peruca nova e a apresentadora jovem de vestido curto se confundem com o link ao vivo, os papéis e as serpentinas cenográficas. O carnaval na rua da TV definitivamente não é para amadores.
TÔ ME GUARDANDO PRA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
Existem milhões de jeitos de curtir o Carnaval (e outros tantos de não curtir, mas aí é outra história). Pode ser na rua, no trio elétrico, no clube, no boteco, na piscina e até na TV. Mas poucos são tão surreais quanto o da TV. Não estou falando dos desfiles de escolas de samba não, nada dessas coisas cronometradas, com tais e tais alas, e jurados e notas, fantasia e harmonia, nada disso. Quente mesmo é pegar uma Rede TV da vida e acompanhar nas madrugadas o lado B do carnaval, que pode tanto acontecer do lado de fora dos sambódromos quanto na entrada de algum Gala Gay.
Nada é mais carnavalesco que uma ex-BBB metendo os pés pelas mãos em uma entrevista com travestis anônimos no “tapete vermelho” de algum baile mequetrefe. Ou então uma apresentadora e ex-modelo que ameaça tirar a roupa ao vivo para provar qualquer coisa. É caos puro. Alguns podem chamar de gafe ou vergonha alheia, outros de decadência da TV aberta, eu só acho divertido que só. É aquele espírito mambembe que une um monte de gente despreparada ao redor de outro tanto que não quer saber do amanhã. Motivo de sobra para risadas. Ou sustos, afinal, em um dado momento da cobertura de 2008 Monique Evans soltou ao mundo que “vocês sabiam que a Rede TV é 100% HD? Aqui você pode ver tudo como realmente é!”, o que soa ameaçador diante de uma múmia de chinelos segurando um frango de plástico e curtindo um pole dancing.
Pois é, não dá para esperar muita coerência no carnaval. Uma hora a câmera passeia ao redor de uma dançarina, coberta apenas com purpurina e um tapa-sexo, que aos gritos conta detalhes sobre a carreira e os mililitros de silicone colocados em cada seio. A repórter pede mais uma voltinha, close na bunda, outra volta, novo close, e daí que surge, ao vivo e a cores, um belo de um furúnculo. Caos, caos. Ninguém escuta ninguém. É que a bateria está comendo solta a poucos metros, o que deixou o câmera em transe, imagem focada e congelada na bunda e seu furúnculo. Lá no estúdio, o apresentador de peruca nova também grita: “Renata! Renataaa! Tá me escutando?”. Não, não está.
Em transmissões assim, sem acesso aos camarotes com celebridades tipo A, os que estão do lado de fora do cordão, o pessoal da pipoca, acaba tendo vez e voz. E basta um microfone aparecer para ser agarrado com voracidade. É a chance de cada um mostrar que existe e que sua alegria é a maior de todas. Enquanto uma foliã é entrevistada e tenta, aos tropeços, lembrar quantos já beijou na noite um gaiato levanta um cartaz feito em casa com os dizeres “Chiclete com Banana é melhor que U2” e ensaia encoxar uma desavisada hipnotizada pela luz da câmera. De volta ao estúdio, o homem da peruca nova e a apresentadora jovem de vestido curto se confundem com o link ao vivo, os papéis e as serpentinas cenográficas. O carnaval na rua da TV definitivamente não é para amadores.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
"samba é um troço muito melindroso"
discípulo direto do mestre andré, o célebre diretor de bateria da escola de samba da mocidade independente de padre miguel, o irrequieto jorjão foi o protagonista de um excelente curta documental assinado por paulo tiefenthaler (ele mesmo, o sr. larica total). mestre jorjão (2004) é retrato aberto de um trabalhador que alia criatividade e seriedade em meio ao caos colorido que é o carnaval carioca (e que já passou por escolas como a mocidade independente, a unidos do viradouro e até a paulistana unidos do tucuruvi).
JORJÃO from Paulo Tiefenthaler on Vimeo
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
carnaval do larica
encha o tanque da mobilete e vá pra rua!
segue abaixo o mais recente episódio do larica total, o de número 20.
parte 1
parte 2
segue abaixo o mais recente episódio do larica total, o de número 20.
parte 1
parte 2
domingo, 22 de fevereiro de 2009
domingueira de carnaval
genial. wanderléa e raul seixas cantando marchinhas clássicas em um programa do fantástico de 1978.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
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