Mostrando postagens com marcador africa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador africa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

50 discos gringos de 2014 [e algo mais]

já rolaram as listas de músicas e discos brasileiros do ano e agora, com alguma demora, segue a de discos gringos. são 50 também e, como sempre, a variedade é grande. tem umas moça daora na lista. veteranas como sharon jones, que acompanhada de sua banda fiel the dap-kings, lançou um disco com altos níveis de balanço e sentimento [give people what they want], e neneh cherry que, sob produção do four tet, retornou solo com blank project, ótimo disco, ao mesmo tempo pop, eletrônico e experimental. e tem novinhas como azealia banks, rapper veloz, elétrica e cheia de saber o que quer, e seu ótimo broke with expensive taste. ainda no rap, vieram ainda excelentes discos novos da chilena ana tijoux [vengo] e da portuguesa capicua [sereia louca], que seguem ampliando o vocabulário do rap, tanto pela língua que versam quanto pelo jeito de ver e pensar sobre as coisas do mundo.

tem instrumentais bacaníssimos. mais jazzísticos como o da molecada do badbadnotgood [III] e o novo encontro do trio medeski, martin & wood com o guitarrista john scofield [juice] ou de sonoridades africanas de várias partes do mundo como a dos holandeses do jungle by night [the hunt], dos alemães do karl hector & the malcouns [unstraight ahead] e do woima collective [frou frou rokko], dos americanos  da budos band [burnt offering], dos ingleses do red snapper [hyena] e do heliocentrics [que acompanham o mestre nigeriano orlando julius no excelente jaiyede afro].

funk afrobeat do togo. não tem como dar errado.

falando em áfrica, o continente que é início, meio e fim do melhor da música mundial, temos na lista também o rapper ganês blitz the ambassador [afropolitan dreams], o sudanês-anglo americano sinkane [e seu belo disco mean love], o blues rock tuareg malinês do tinariwen [emmaar], o gênio nigeriano, e baterista fundamental da banda de fela kuti, tony allen [film of life] e um dos filhos do fela, sean kuti [a long way to the beginning]. outro som da pesada veio da big band congolesa kasai allstars e a mistura de experimentalismos e tradições do disco beware of fetish. fechando o continente, o grupo vaudou game, formado na frança e liderado pelo togonês peter solo, e o sensacional disco apiafo, certamente um dos que mais ouvi esse ano.

capa de ... and then you shoot your cousin. 
the roots sempre fino. certeza de sons fora de série.

como disse na lista brasileira, o rap tá cada vez mais presente nas minhas audições e é porque é o gênero mais inquieto musicalmente e o mais radicalmente ligado à realidade. já apareceram aqui ana tijoux, capicua e blitz the ambassador, mas o grande manancial continua sendo os estados unidos. tem azealia banks, já mencionada, mas também a ótima dupla atmosphere [que acertaram mais uma vez grandão em southsiders], a dobradinha freddie gibbs & madlib [piñata], o malucão, e um dos integrantes do das racist, kool a.d. [word ok], o supergrupo the roots [...and then you shoot your cousin], os sempre poderosos wu-tang clam [a better tomorrow], o veterano snoop dogg, que não para de produzir e está cada vez melhor [that's my work 5 é seu novo trabalho com tha dogg pound gang], o jovem j. cole [e o surpreendente 2014 forest hills drive], o projeto hail mary mallon, que tem aesop rock como integrante [o sensacional beastiary é o segundo disco deles], a homenagem do produtor shawn lee ao hip hop [golden age against the machine], as rimas muito políticas de bambu [party worker] e, correndo por fora, o ótimo reks [eyes watching god]. enquanto isso, lá do velho mundo, vieram o produtor francês guts [hip hop after all] e o trio escocês-africano young fathers [dead].

leonard cohen. MESTRE.

alguns medalhões também apareceram muito bem em 2014. destaque para o grande leonard cohen e seu lindão popular problems, prince e o balanço de art oficial age, lee ‘scratch’ perry e a renovada magia do dub em back on the controls, o soul que não envelhece de lee fields em emma jean, beck e seu delicado morning phase. um semi medalhão é damon albarn que finalmente, após tantos projetos excelentes pós-blur, assinou pela primeira vez um disco com seu próprio nome [o resultado foi o bonito everyday robots]. 

capa linda de salvadora robot, trabalho mais recente 
dos colombianos do meridian brothers

pra finalizar esses longos [porém breves] comentários sobre os 50 discos escolhidos pela gerência, uma miscelânea de gêneros e lugares. tem a cumbia digital, fascinante e perturbadora, dos colombianos do meridian brothers [salvadora robot], o soul francês, jovem e elegante, de ben l'oncle soul [a coup de reves], o folk eletrônico do australiano chet faker [built on glass], a bossa pop francesa de sébastien tellier [l'aventura], o pop assumido e muito bem feito de pharrell williams [g i r l], o funk global, mas principalmente latino, do produtor norte-americano captain planet [esperanto slang], e uma jovem revelação do soul, o americano curtis harding [soul power]. sem falar em bandas de rock bem estabelecidas e que mantiveram o alto nível, mesmo que o tv on the radio tenha se saído melhor com seeds que o the black keys com turn blue. opa, opa, já ia esquecendo: o retorno triunfal do soulman e ex sex-symbol problemático d’angelo e seu altamente politizado black messiah. é muita coisa boa, minha gente. segue então a lista em ordem alfabética e com links para encontrar os discos.

ana tijoux - vengo
atmosphere - southsiders
azealia banks - broke with expensive taste
bambu - party worker
beck - morning phase
ben l'oncle soul - a coup de reves
blitz the ambassador - afropolitan dreams
capicua - sereia louca
captain planet - esperanto slang
chet faker - built on glass
curtis harding - soul power
d’angelo & the vanguard - black messiah
damon albarn - everyday robots
guts - hip hop after all
hail mary mallon - beastiary
j. cole - 2014 forest hills drive
jungle by night - the hunt
karl hector & the malcouns - unstraight ahead
kasai allstars - beware of fetish 
kool a.d. - word ok
lee ‘scratch’ perry - back on the controls
leonard cohen - popular problems
meridian brothers - salvadora robot
neneh cherry - blank project
pharrell williams - g i r l
prince - art official age
red snapper - hyena
reks - eyes watching god
sébastien tellier - l'aventura
seun kuti & egypt 80 - a long way to the beginning
sharon jones & the dap-kings - give people what they want
shawn lee - golden age against the machine
sinkane - mean love
the black keys - turn blue
the budos band - burnt offering
the roots - ...and then you shoot your cousin
tinariwen - emmaar
tony allen - film of life
vaudou game - apiafo
woima collective - frou frou rokko
wu-tang clam - a better tomorrow

e quer saber de uma coisa?! tome mais 45! mas agora vão sem links porque daí acaba o ano e eu não publico esse lance, desculpaê rsrs [nossa, ainda falta a lista de músicas gringas! xô correr].

afro latin vintage orchestra - pulsion
big baby gandhi - nhjic
black milk - if there's hell below
blueprint - respect the architect
brian eno & karl hyde - someday world
de la soul - smell the da.i.s.y.
dub colossus - addis to omega
fantasma - eye of the sun EP
fatima - yellow memories
flying lotus - you're dead!
frikstailers - crop circles EP
fujiya and miyagi - artificial sweeteners
ghostface killah - 36 seasons
ginger baker - why
hollie cook - twice
homeboy sandman - hallways
ikebe shakedown - stone by stone
jack white - lazaretto
khun narin - khun narin's electric phin band
king fantastic - the great man theory
le1f - hey
lily allen - sheezus
little dragon - nabuma rubberband
lykke li - i never learn
matisyahu - akeda
melvin van peebles & the heliocentrics - the last transmission
naomi wachira - naomi wachira
people under the stairs - 12 step program
pharoah & the underground - spiral mercury
pharoahe monch - ptsd [post traumatic stress disorder]
rafter - it's reggae
rick ross - mastermind 
run the jewels - run the jewels 2
sbtrkt - wonder where we land
schoolboy q - oxymoron
shabazz palaces - lese majesty
st. vincent - st. vincent
the bad plus - the rite of spring
the cambodian space project - whisky cambodia
the skints - short change EP
the souljazz orchestra - inner fire
thom yorke - tomorrow's modern boxes
tune-yards - nikki nack
we are shining - kara
wiz khalifa - 28 grams

quarta-feira, 6 de junho de 2012

5músicas, uma breve mixtape

e o eduardo roberto (aka @euamotubaina) me convidou para fazer uma seleção para o seu tumblr de mixtapes, o cinco músicas. não tive dúvida, fiz um recorte (negro) entre as músicas que tenho ouvido ultimamente. curumin ("afoxoque") e oquadro ("balançuquadro") já tinham aparecido aqui pelo esforçado, e de brasileiro entrou também "nem se, nem dó", música do sensacional disco de estreia do café preto, projeto de dub liderado por cannibal (devotos). as outras duas vieram da áfrica: "ekassa 24" é do nigeriano victor uwaifo, a grande estrela da coletânea the rough guide to psychedelic africa, e "make is fast, make it slow" é a faixa-título de um disco de 1977 do ganês rob.

já tinha visto esse mixcloud em outros blogs e foi tão rápido o processo (de mandar pro eduardo e ele subir no tumblr) que acho que o usarei para fazer umas mixtapes mensais aqui. será que conseguirei? aguardem os próximos capítulos.

segunda-feira, 26 de março de 2012

tv on the radio goes africa

acho que não é coincidência que tunde adebimpe e kyp malone, voz e guitarra (e outras coisas) do ótimo tv on the radio andam passeando pela áfrica. em pouco menos de um ano estiveram com o tinariwen em duas faixas ("tenere taqhim tossam" e "walla illa") de tassili (anti records, 2011), mais um disco blues rock da pesada dos tuaregs que vivem no mali (ótimo making of aqui). ah, malone sozinho esteve em outras duas, "asuf d alwa" e "iswegh attay". depois participaram de "willy kataso", música do disco novo de amadou & mariam, folila (nonesuch records, 2012), que está para ser lançado em abril. o casal também é do mali.








não é coincidência porque eles obviamente entenderam que é preciso ser curioso para se permanecer novo e interessante (entre outras coisas). e que existem mais informações musicais em 30 segundos de sobras de estúdio de um tinariwen ou amadou & mariam que em qualquer cena indie rock do mundo ocidental. fugir do universo umbigo, tá ligado?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

os 25 discos gringos de 2011 + bônus

que me perdoem os saudosistas, mas parece que a cada ano que passa fica mais difícil fechar uma lista com as melhores produções musicais (nacionais e internacionais). muita coisa boa de todo lado, de todo canto. essa é a terceira lista-retrospectiva que faço aqui no esforçado e basta passar o olho na de 2009 e 2010 para ver como a desse ano inchou. não é que tem mais coisa boa, é que estou numas de inclusão (e tempo livre) e começo a ficar com dó de deixar alguém de fora pra ter que fechar um número redondo. de qualquer forma, o esquema é quase o mesmo: melhores discos nacionais, canções nacionais, discos gringos e canções gringas. começamos então com os 25 principais discos gringos do ano, e sempre em ordem alfabética porque a casa é democrática, e todos com links para se conhecer/ouvir mais.

adrian younge - something about april (wax poetics records)
afrodizz - from outer space (c4)
asphalt orchestra (cantaloupe music)
bad bad not good (bbng)
beastie boys - hot sauce committee part 2 (capitol/emi)
bjork - biophilia (one little indian)
charles bradley - no time for dreaming (daptone records)
das racist – relax (greedhead music)
dead combo – lisboa mulata (universal)
drc music - kinshasa one two (warp)
hail mary mallon - are you gonna eat that? (rhymesayers)
ikebe shakedown (ubiquity recordings)
jay-z & kanye west - watch the throne (roc-a-fella records)
lykke li – wounded rhymes (atlantic)
mayer hawthorne - how do you do (universal)
ocote soul sounds – taurus (esl inc.)
orchestre poly-rhythmo de cotonou - cotonou club (strut records)
peter cat recording co. – sinema (nh7)
the aggrolites – rugged road (young cub records)
the black keys – el camino (nonesuch)
the cool kids – when fish ride bicycles (green label sounds)
the echocentrics - sunshadows (ubiquity recordings)
the roots – undum (def jam)
tinariwen – tassili (anti)
wale – ambition (warner)

diferente do ano passado, quando junto com a lista destaquei a estreia do francês blundetto, o ano de 2011 não teve um disco de fora que me derrubasse com todas as suas faixas. mas se ameaçassem a integridade física de carolina me obrigando a escolher apenas um... eu diria: “posso dois?”. e ficaria com os sensacionais watch the throne, encontro de jay-z e kanye west, e kinshasa one two, outro encontro, dessa vez de damon albarn (blur/gorillaz) e outros produtores ingleses e americanos com artistas do congo.


o congo eletrônico de kinshasa one two e o encontro golden de jay-z e kanye

mas é uma foda parar em 25 com tanta coisa boa que rolou. então estiquei a lista com mais 15, inclusive para colocar alguns rocks que sempre ficam em segundo plano na batalha com a música negra (rap, reggae, funk, afrobeat, soul, etc). escuta só.

atmosphere - the family sign (rhymesayers)
blitz the ambassador - native sun (fat beats)
charlotte gainsbourg - stage whisper (elektra)
dengue fever - cannibal courtship (fantasy)
lee ‘scratch’ perry - rise again (m.o.d. technologies)
pj harvey - let england shake (vagrant)
radiohead - the king of limbs (tbd records)
raphael saadiq - stone rollin' (columbia)
rodrigo leão - a montanha mágica (sony music)
shabazz palaces - black up (sub pop records)
shawn lee - world of funk (ubiquity recordings)
the funk ark - from the rooftops (esl music)
the strokes - angles (rca)
tv on the radio - nine types of light (interscope)
wu-tang clan - legendary weapons (entertainment one music)

deu pra ti? sentindo falta de algo? então agora vai uma lista monstro com mais uma porrada de outras coisas legais que ouvi no decorrer de 2011. esses agora vão sem link porque outros posts precisam nascer, o fim de ano se aproxima e o tempo ruge.

adam tensta (scared of the dark, emi); adele (21, xl recordings); alborosie (2 times revolution, vp records); amerigo gazaway (fela soul, gummy soul); amsterdam klezmer band (katla, essay recordings); andrew bird (norman, mom & pop music); architecture in helsinki (moment bends, v2 records); beans (end it all, anticon); beirut (the rip tide, pompeii); betty wright & the roots (the movie, s-curve records); beyonce (4, columbia); bill frisell & vinicius cantuária (lagrimas mexicanas, eOne); black joe lewis & the honeybears (scandalous, lost highway); blueprint (adventures in counter culture, rhymesayers); boban markovic orkestar & fanfare ciorcalia (balkan brass battle, asphalt tango records); captain planet (cookin' gumbo, bastard jazz); common (the dreamer/the believer, warner); danger mouse & daniele luppi (rome, capitol); danny brown & black milk (black & brown, fat beats); dennis coffey (dennis coffey, strut records); dominique young unique (glamorous touch mixtape, artjam records); dub colossus (addis through the looking glass, real world records); elzhi (elmatic, jae b. group); evidence (cats & dogs, rhymesayers); fujiya & miyagi (ventriloquizzing, yep records); ghostpoet (peanut butter blues and melancholy jam, brownswood); gil scott-heron/jamie xx (we're new here, xl recordings); gonjasufi (the ninth inning EP, hydroshare.tv); hercules & love affair (blue songs, moshi moshi records); hypnotic brass ensemble (bulletproof brass, my publishinh group); i’m from barcelona (forever today, emi); j. rawls (the hip-hop affect, green streets entertainment); jay electronica (what the fuck is a jay electronic, we do it right); jc brooks & the uptown sound (want more, bloodshot); joe henry (reverie, anti); lack of afro (this time, freestyle records); little dragon (ritual union, peacefrog); little roy (battle for seattle, ark recordings); lucky brown (lucky brown's space dream, tramp records); me’shell ndegéocello (weather, naïve); mexicans with guns (ceremony, innovative leisure records); mo’ horizons & the banana soundsystem (mo’ horizons & the banana soundsystem, agogo records); mogwai (hardcore will never die, but you will, sub pop records); nostalgia 77 (sleepwalking society, tru thoughts); nouvelle vague (version française, dep/som livre); quantic y su conjunto (los miticos del ritmo (hip-hop en cumbia) EP, tru thoughts); roots manuva (4everevolution, big dada); roy ellis (the boss is back, liquidator); sbtrkt (sbtrkt, young turks); seun kuti & egypt 80 (from africa with fury rise, indie europe/zoom); shawn lee (tabla rock, ubiquity recordings); snoop dogg (doggumentary, doggystyle records); soil & “pimp” sessions (magnetic soil, victor entertainment); sonny & the sunsets (hit after hit, fat possum); spoek mathambo (put some red on it EP, sub pop records); superheavy (superheavy, universal); tamikrest (toumastin, glitterhouse records); tandy love (turk jerk: anatolian anagrams, fat city); the liberators (the liberators, record kicks); the natural yogurt band (tuck in with... the natural yogurt band, now-again records); the rhythmagic orchestra (the rhythmagic orchestra, impossible ark records); the shaolin afronauts (flight of the ancients, freestyle records); the streets (computers and blues, warner); toro y moi (underneath the pine, carpark); trombone shorty (for true, verve forecast); vast aire (ox 2010: a street odyssey, man bites dog); wiz khalifa (rolling papers, atlantic); wugazi (13 chambers, cecil otter & swiss andy); yelle (safari disco club, v2 records); ziggy marley (wild and free, vp records).

pensou que tinha acabado, né? voltei porque precisava deixar registrado que alguns dos melhores discos do estrangeiro que ouvi em 2011 foram na verdade produzidos entre o final dos anos 1960 e começo dos 1980, mas que agora ganharam nova vida em coletâneas caprichadas. tudo coisa muito fina, elegante e sincera. africana e oriental.

afrolatin via conakry (syllart productions);
afrolatin via cotonou (syllart productions); afrolatin via dakar (syllart productions); afrolatin via kinshasa (syllart productions); afro-soultet – afrodesia (1968-71) (luv n’ haight); bambara mystic soul: the raw sound of burkina faso (1974-79) (analog africa); brand new wayo – funk, fast times & nigerian boogie badness (1979-83) (comb & razor sound); ebo taylor - life stories: highlife & afrobeat classics (1973-80) (strut records); erkin koray – meçhul: singles & rarities (sublime frequencies); those shocking shaking days – indonesian hard, psychedelic, progressive rock and funk (1970-1978) (stones throw).

essa pedrada é o mais novo lançamento do selo analog africa, um dos preferidos da casa, e uma das melhores coisas que ouvi em 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

5 dias em kinshasa

e lá se foi damon albarn mais uma vez para a áfrica. após produzir o disco mali music (2002), algumas faixas para tony allen (o célebre baterista de fela kuti) e outras para o disco welcome to mali (2008), de amadou & mariam, o inglês chamou um grupo de amigos (dan the automator, richard russell, etc.) e todos partiram para kinshasa, capital do congo. em cinco dias gravaram com um pancada de músicos locais, jovens e velhos, e o resultado é o espetacular kinshasa one two (warp music, 2011). já é possível comprar sua versão digital, mas o disco e o vinil só saem no início de novembro. álbum cheio de camadas para ser ouvido e descoberto muitas e muitas vezes, kinshasa one two é encontro rico entre gerações e culturas. escute aí as primeiras faixas do disco.

DRC Music - Kinshasa One Two (see http://drcmusic.org ) by DRC Music

segue abaixo o trailer promocional do disco.



e aqui abaixo um pequeno flagra de um diálogo exclusivamente musical entre damon albarn e jupiter okwess (nenhum fala a língua do outro). impagável a cara de damon quando jupiter erra uma nota.



opa! e já tem o video, com imagens da gravação mesmo, de "hallo", faixa que abre o disco com a presença da cantora nelly liyemge e do grupo tout puissant mukalo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

cruzando músicas

pois então, um produtor de nova york, max tannone, tem feito mashups cabulosos misturando dub com rap, afrobeat com rap, rap com rock, rap com rap, enfim, o diabo! de seus ouvidos e aparelhos sairam trabalhos como jaydiohead (jay-z + radiohead), doublecheck your head (beastie boys + beastie boys), selene (falas do filme lunar + músicas do compositor clint mansell) e a excelente dobradinha mos dub (mos def + dub) e dub kweli (talib kweli + dub). seu mais recente projeto de mashups, ghostfunk, é uma mistura de raps do veterano ghostface killah (wu-tang clam) com sons africanos da pesada de ebo taylor, victor uwaifo, lijadu sisters, rob kanda, honey & the bees band e gyedu blay-ambolley, entre outros. o resultado é bem massa. escute aí logo abaixo e baixe se quiser, pois tannone libera geral.

Ghostfunk by Max Tannone

quarta-feira, 29 de junho de 2011

o jazz em guiné

a guiné foi colônia francesa até 1958, quando conseguiu sua independência sob a liderança do ditador ahmed sékou touré. apenas três anos depois nasceu, na capital conakry, a bembeya jazz national, uma das mais conhecidas e bem sucedidas big bands da costa oeste da áfrica durante as décadas de 1960 e 70 (e olha que a competição na região é acirrada, afinal a guiné é vizinha de países muito ricos musicalmente, tais como nigéria, benin, costa do marfim e cabo verde). sob o comando do extraordinário guitarrista sekou diabate, a bembeya lançou discos da pesada - um deles é regard sur le passe, de 1968 - com sua mistura de jazz, afropop e ritmos tradicionais. conheci esse pessoal no global groove e logo fui baixando o que aparecesse pela frente, mas um tempo depois, no site radio africa, achei uns videos sensacionais com o pessoal quebrando tudo em 1979.







pena que no global groove não dê para encontrar os discos de um artista. por outro lado o holandês dono do blog fez uma marcação por gêneros, ritmos e países. o que tem de guiné, por exemplo, está aqui.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

um jovem blues rock tuareg

em setembro de 2009 falei por aqui - no post "o turbante e a linguagem" - do tinariwen, um sensacional grupo de tuaregs blueseiros radicados no mali. o sucesso deles estimulou uma nova geração a pegar em guitarras e um dos melhores exemplos é o tamikrest (que significa "aliança" ou "futuro" em tamashek), grupo formado em 2006 e com dois discos na bagagem: adagh (glitterhouse records, 2009) e toumastin (glitterhouse records, 2011). ano passado, o grupo, em formação menor, gravou dois videos para o ótimo site austríaco they shoot music - don't they.





e recentemente surgiu um video para "aratan n tinariwen", uma das melhores músicas do disco toumastin.

sábado, 4 de junho de 2011

week end à congolesa

o nome da música é "week end" e quem a interpreta é do congo e se chama ringo star. isso mesmo, ringo star. música divertida com uma guitarra maravilhosa, delicada, límpida e suingante, e só pode ter sido feita para animar finais de semana em qualquer lugar do mundo, independentemente do tempo. conheci lá no sensacional global groove.


e olha só a cara do beatle menos conhecido da áfrica na capa do disco ne refuse pas (1985).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

mulatu em sp

os ingressos acabaram tão rapidamente quanto surgiram e só algumas centenas de privilegiados tiveram o privilégio de ver e ouvir o grande mulatu astatke ao vivo, em março último. para os menos afortunados (como eu) a strut records acabou de disponibilizar os videos com as apresentações por aqui de "the way to nice" e "motherland", duas músicas lindas de seu mais recente disco, mulatu steps ahead (strut records, 2010). fino.





e no segundo semestre sai material inédito do homem.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

música serve pra isso

para comemorar o fim de uma semana movimentada. para colocar um ponto final em mais uma edição da revista monet. para descansar. para olhar o roteiro de shows da virada cultural. para dirigir até casa e dar beijinhos em carolina. e muito mais, claro.

LE JOUR D'APRES / SIKU YA BAADAYE (INDEPENDANCE CHA-CHA) from BALOJI on Vimeo

tudo ao som de baloji, rapper congolês que ano passado lançou seu segundo disco, kinshasa succursale (kraked/universal, 2010), de onde saiu esta canção.

terça-feira, 12 de abril de 2011

é tudo verdade (fotográfica)

depois de assistir repetidas vezes o clipe que está no post abaixo - "control" de spoek mathambo - fui dar uma fuçada mais detalhada no site do fotógrafo sulafricano pieter hugo (um dos diretores do video). já o conhecia daquele ensaio sensacional com nigerianos, invariavelmente foras-da-lei, e seu delicados animais de estimação: hienas! lá no site tem outros projetos impressionantes como o de vestígios do massacre de ruanda e uma série de retratos de pessoas que nos fazem desviar o olhar (albinos, velhos, cegos, deficientes físicos, etc.), mas nada tão maravilhoso, colorido e rico como o projeto nollywood, no qual hugo chamou atores e atrizes da grande indústria cinematográfica nigeriana - falei sobre ela no post "nollywood não é aqui" - para uma série de retratos. todos foram tirados entre os anos de 2008 e 2009 na cidade de enugu. olha só essa selecta.

escort kama

junior ofokansi, chetachi ofokansi e mpompo ofokansi

obechukwu nwoye

azuka adindu

malachy udegbunam

dike ngube e gabriel

rose njoku

chommy choko eli, florence owanta e kelechi anwuacha

emeka uzzi

chris nkulo e patience umeh

clinton ibeto

linus okereke

song iyke e crianças

princess adaobi

maureen obise

emeka onu

tarry king ibuzo

ngozi oltiri

segunda-feira, 11 de abril de 2011

podem lhe chamar de afrofuturista

você nunca imaginaria (e eu também, confesso) que a clássica "she's lost control" do joy division pudesse ser transformada em um pancadão sombrio dessa maneira. cortesia do sulafricano spoek mathambo, rapper, dj, ilustrador e designer gráfico de 25 anos.



e esse clipe sensacional foi dirigido pela dupla pieter hugo e michael cleary. descobri esse clipe/faixa, retirada do disco de estreia do rapaz mshini wam (bbe, 2010), no blog matsuli music.

atualização em 17 de maio: finalmente consegui ouvir a estreia de spoek e o disco é muito bom, cheio de outras canções poderosas (e videos idem) como "mshini wam" e "don't mean to be rude". saca só.





sábado, 5 de fevereiro de 2011

letra/música #21

a revolução popular que está acontecendo agora no egito me fez lembrar de várias coisas, desde políticas (como a história se repete em tempos e lugares diferentes) até musicais. e como não sou especialista em mundo árabe e nem em relações internacionais (só posso torcer pelo povo egípcio se livrar de uma vez por todos desse mubarak, outro ditador amigo dos estados unidos) vou de música mesmo. pensou em "walking like an egyptian", sucesso oitentista das bangles? e que tal uma das bandas de fela kuti e de seu filho, seun kuti, a egypt 80? ou então o grande músico salah ragab (1936-2008), sujeito que levou o jazz pro egito em 1968 com sua cairo jazz band? não, não e não. o lance aqui é a ponte aérea bahia-áfrica que existe e persiste lindamente no disco egito madagascar (continental, 1987), o primeiro do olodum. em um álbum radicalmente percussivo e pop, e que tem faixas como "madagascar olodum" (rey zulu), a sensacional "faraó, divindade do egito" é uma injeção nas cadeiras de muito surrealismo e mitologia. afinal de contas, se nem osíris sabe como aconteceu a emersão, imagine nós, pobres mortais. e viva o egito!


faraó, divindade do egito
(luciano gomes)

deuses!
divindade infinita do universo
predominante
esquema mitológico
a ênfase do espírito original
shu!
formará
no éden um ovo cósmico...

a emersão!
nem osíris sabe
como aconteceu
a emersão!
nem osíris sabe
como aconteceu...

a ordem ou submissão
do olho seu
transformou-se
na verdadeira humanidade...

epopéia!
do código de geb
eu falei nut
e nut
gerou as estrelas...

osíris!
proclamou matrimônio com ísis
e o mal seth
irado o assassinou
impera-ar.
hórus levando avante
a vingança do pai
derrotando o império
do mal seth
ao grito da vitória
que nos satisfaz...

cadê?
tutancamom
ei gizé!
akhaenaton
ei gizé!
tutancamom
ei gizé!
akhaenaton...

eu falei faraó
êeeeeh faraó!
é!
eu clamo olodum pelourinho
êeeeeh faraó!
é!
pirâmide
da base do egito
êeeeeh faraó!
é!
eu clamo olodum pelourinho
êeeeeh faraó!

é!
que mara mara
maravilha êh!
egito, egito êh!
é!
que mara mara
maravilha êh!
egito, egito êh!
faraó ó ó ó ó!
faraó ó ó ó ó!

hum! pelourinho
uma pequena comunidade
que porém olodum um dia
em laço de confraternidade
despertai-vos
para cultura egípcia
no brasil
em vez de cabelos trançados
veremos turbantes
de tutancamom...

e nas cabeças
enchem-se de liberdade
o povo negro pede igualdade
deixando de lado
as separações...

cadê?
tutancamom
ei gizé!
akhaenaton
ei gizé!
tutancamom
ei gizé!
akhaenaton...

eu falei faraó!
êeeeeh faraó!
é!
eu clamo olodum pelourinho
êeeeeh faraó!
é!
pirâmide da base do egito
êeeeeh faraó!
é!
eu clamo olodum pelourinho
êeeeeh faraó!

é!
que mara mara
maravilha êh!
egito, egito êh!
egito, egito êh!
é!
que mara mara
maravilha êh!
egito, egito êh!
egito egito ê
faraó ó ó ó ó!
faraó ó ó ó ó!
faraó ó ó ó ó!
faraó ó ó ó ó!
faraó ó ó ó ó!
faraó ó ó ó ó!

Olodum - Faraó, divindade do Egito by dafnesampaio4

p.s.: olha, tem o disco todo pra baixar no blog acervinho, mas na pesquisa que fiz pra colocar algum outro material junto dessa pedrada afro-baiana-descendente achei esse vídeo da margareth menezes cantando em 1987, o mesmo ano do lançamento da música.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

o filho do homem está entre nós

que homem? fela kuti. que filho? femi kuti, o mais velho rebento do mestre nigeriano criador do afrobeat. pois então, femi fará dois shows no sesc santo andré neste final de semana, dentro do evento batuque - conexão áfrica-brasil, e é uma bela oportunidade de conhecer o balanço político do cantor, compositor e multiinstrumentista que vem honrando o legado do pai. a base do show vem direto de seu disco mais recente, o ótimo africa to africa (wrasse records, 2010), e dá para sentir a força do sujeito (e de sua banda) nestes dois videos recentes feitos por vincent moon, o cara do la blogotheque. o primeiro, mais lento, quase religioso, é da música "day by day", do disco day by day (wrasse records, 2008).

Femi Kuti | Day by Day | A Take Away Show #115 from La Blogotheque on Vimeo

e o segundo, totalmente enérgico, é de "africa to africa". os dois foram filmados em paris, agora em outubro.

Femi Kuti | Africa for Africa |A Take Away Show #115 from La Blogotheque on Vimeo

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

cuba + mali = afrocubismo

esses encontros de grandes tradições musicais acabam comigo. afrocubism (world circuit records, 2010) é bem isso, a união de cuba e mali, músicos de um lado e do outro, canções também, numa história que deveria ter acontecido muito tempo atrás. o produtor nick gold queria unir músicos veteranos de cuba com outros da áfrica, mais precisamente mali (terra do casal amadou & mariam), mas na última hora o pessoal não conseguia visto de entrada e como os cubanos já estavam ali... nasceu buena vista social club (elektra, 1997). o sucesso da empreitada foi tão grande que a ideia original foi sendo empurrada rumo a um futuro incerto por agendas e mortes até que em 2008 as gravações começaram, com a presença de músicos como eliades ochoa (o único remanescente do projeto buena vista), toumani diabaté, bassekou kouyaté, kasse mady diabaté, lassana diabaté e o grupo patria. no video abaixo, um pouco dos bastidores.



afrocubism é disco simples, bonito e surpreendente na sua mistura harmoniosa de sonoridades, línguas e instrumentos. dá para sentir tudo isso no video abaixo, um registro do primeiro dia de gravações, em dezembro de 2008, na cidade de madrid, espanha. sempre fico impressionado com a rapidez com que músicos se entendem e se divertem. a música é "al vaivén de mi carreta" (nico saquito).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

nollywood não é aqui

não sei se vocês sabem, mas a pobre e devastada nigéria possui a terceira maior indústria cinematográfica do mundo, perdendo apenas para os estados unidos (hollywood) e índia (bollywood), e é disso que trata o excelente documentário nollywood babylon (2008). produção canadense dirigida pela dupla ben addelman e samir mallal, o filme logo trata de dar essa informação e ainda capricha nos detalhes, afinal na última década, o país produz uma média de 2500 filmes por ano, sendo que a grande maioria custa no máximo 15 mil dólares, e as pessoas tem o costume de assistir de 3 a 5 filmes por dia. quer dizer, esse papinho de se eu fosse você 2, nosso lar, chico xavier, é tudo bobagem pros nigerianos. é bilheteria de pinga. saca só o trailer do documentário.



mas antes de seguir falando sobre o filme é bom esclarecer que a nigéria não é nada pobre, na verdade. sua grande população de mais de 150 milhões de pessoas é, mas o país possui grandes reservas de petróleo e é uma das economias que mais cresce no continente africano. claro que as pessoas não vem a cor desse dinheiro e seguem vivendo na pobreza, abaixo da pobreza, em grandes periferias sem serviço público algum. colonizada pela inglaterra, a nigéria se declarou independente em 1960 e durante quatro décadas se debateu entre golpes militares de estado, guerras civis, violência étnica e todo tipo de inferno que costuma de abater sobre a áfrica. desde 1999 vive em uma democracia relativamente tranquila, apesar de eleições fraudulentas e da região do delta do rio niger ainda ser palco de violentos conflitos entre minorias étnicas e corporações petrolíferas estrangeiras. de novo, esse "ouro negro" não chega nas pessoas e o país é muito atrasado em todos os índices possíveis, de educação a saneamento básico e assim por diante. nós aqui no brasil sabemos bem como uma ditadura militar pode atrasar o desenvolvimento de uma sociedade.



mas voltemos a nollywood babylon. o documentário foi quase todo filmado em lagos, a maior cidade e centro econômico do país (14 milhões de pessoas), uma cidade que "é como um jardim que cresceu sem um jardineiro" (nas palavras do escritor odia ofeimun, um dos melhores entrevistados do filme). quase não existem mais cinemas na nigéria (sobraram apenas três em lagos que não exibem nenhum filme de nollywood) e toda a produção é assistida nas casas, em bares, enquanto os filmes são vendidos em camelôs, seguindo mais ou menos o mesmo esquema de venda e distribuição que acontece com o tecnobrega em belém do pará. o produto chega diretamente e de uma forma muito rápida a quem mais se interessa por ele. não tem erro.

e os diretores do documentário vão conversando com atores, atrizes, populares e acompanham a produção de bent arrows, o 157º filme de lancelot imasuen, um dos mais conhecidos e bem sucedidos cineastas de nollywood. evangélico e falastrão, lancelot deixa claro que os nigerianos consomem de tudo, de todos os gêneros, e como quase todo mundo afora dão privilégio a fantasia, mas que seja produzida e estrelada por eles. e por esses caminhos ficamos sabendo de um cineasta considerado pioneiro na cena, eddie ugbomah (de filmes como death of a black president, de 1983), que critica a grande quantidade de filmes produzidos no país ("é claro que se são produzidos 15 filmes em uma semana, a maioria certamente será uma porcaria"). também ficamos sabendo que o filme que é considerado um marco inicial de nollywood é o longa living in bondage (1992). ah, olha só o trailer de bent arrows.



o filme já seria ótimo se somente tratasse dessa grande e descentralizada indústria popular (e de sua consequente manifestação cultural e suas várias facetas), mas os diretores vão ainda mais longe ao problematizar uma importante questão: um dos motivos do sucesso de nollywood é seu aspecto aspiracional para uma grande camada da população, só que o "aspiracional" nos filmes é conservador, mágico, externo. além do já citado escritor odia ofeimun, o historiador onookome okome também joga lenha nessa fogueira. são eles que dizem que a crise geral no país pós-guerras civis empurrou boa parte da população para novas igrejas pentecostais. as pessoas procuram salvação em algo externo (o céu, o paraíso) e não na produção de bens e serviços (por exemplo, as indústrias viraram igrejas) e o cinema não fala disso, e ocasionalmente ainda demoniza a tradição "pagã" africana em filmes evangelizadores. esse esquema predatório de "filme feito rapidamente é dinheiro rápido" não pensa em médio e longo prazo, na construção de uma linguagem/tradição cinematográfica nigeriana. enfim, o grande filme nigeriano ainda não foi feito. será que o veremos?

p.s. 1: a nigéria é um dos países culturalmente mais ricos da áfrica, principalmente na música, afinal foi lá que nasceu fela kuti, o pai do afrobeat (que teve muitos problemas com os militares nas décadas de 1970 e 80). curiosamente, fela kuti não aparece na ótima trilha que traz artistas locais e estrangeiros como the anambra beats, the funkees, dan satch & his atomic dance band of aba, nekwaha semi colon, the hykkers, the nigerian police force band, george akaeze & his augmented hits, dele ojo & his star brothers band, opotopo, tony benson sextet, leo fadaka & the heroes, afrikan boy, chicago afrobeat project e konono nº1.

p.s. 2: pouco antes de nollywood babylon foram feitos outros documentários sobre o cinema nigeriano: welcome to nollywood, this is nollywood e good copy, bad copy, todos de 2007.

p.s. 3:
no site izogn movies é possível assistir filmes de nollywood on-demand.