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segunda-feira, 26 de julho de 2010

os paparazzi do meu tempo...

jackeline kennedy, 1971

truman capote, 1978, numa festa do famoso studio 54

considerado o pioneiro do fotojornalismo de celebridades nos estados unidos, ron galella segue ativo do alto de seus 79 anos. nunca foi um grande fotógrafo, não será lembrado por isso - apesar de possuir alguns instantâneos mágicos como esses dois que estão acima -, mas é uma figura tão interessante, tão absurdamente persistente, simples e cheia de lendas, que precisava de um documentário exclusivamente sobre si. leon gast, diretor do clássico quando éramos reis (1996) e produtor de o poder do soul (2008), o acampanhou em recentes coberturas e daí surgiram histórias de flagras, hollywood, washington, vaidades, drogas, aquele caso em que tomou um soco de marlon brando em 1973 (perdeu 5 dentes e teve a mandíbula quebrada), ou a outra vez que recebeu uma ordem de restrição judicial para não se aproximar de jackeline kennedy (ela o processou duas vezes), ou a surra que tomou de seguranças do ator richard burton, etc. tudo isso, e outros causos, estão no longa smash his camera (2010). abaixo, uma série de trechos do filme.




p.s.: esse caso marlon brando X ron galella é um dos mais famosos entre artistas e paparazzi. olha só essa sequência de imagens que conta um pouco do embate entre os dois.

1973: marlon brando e o apresentador dick cavett são flagrados em nova york. pouco depois desse clique, galella é surrado por brando.

1974: poster do documentário com uma foto clássica de galella protegido para qualquer eventualidade brandonesca.

1989: o tempo passa e brando continua feliz ao rever o amigo galella (bastidores daquele filme porcaria, um novato na máfia).

quinta-feira, 16 de julho de 2009

ah, bill withers

nem lembro como conheci bill withers - já deve ter uns dois anos -, mas foi amor à primeira ouvida. sentimento e sofisticação, soul e um tanto de funk, e tudo o mais que se pode esperar da excelente música negra dos anos 1970. relembrei o sujeito depois que o corjaman edson franco contar que viu soul power (2008), de jeffrey levy-hinte, em nova york neste final de semana. o documentário trata daquele woodstock negro que rolou no zaire/congo em 1974 próximo a histórica luta de muhammad ali vs. george foreman (retratada no clássico quando éramos reis, filme de leon gast de 1996 - fast é produtor de soul power, ou o poder do soul como saiu em dvd aqui). estiveram presentes figuras como james brown, miriam makeba, the spinners, the crusaders, celia cruz, b.b. king e bill withers, que canta "hope she'll be hapier" de seu primeiro disco, just as i am (sussex, 1971). edson chapou, não fala de outra coisa, e a obsessão se aprofundou depois que passei o link do video desta música, a fuderosa "use me", que é do disco still bill (sussex, 1972). sente o drama.



mas tem outra coisa sobre bill withers que muito me surpreendeu quando o conheci (vi que também não foi fácil pro edson assimilar a informação). ele é o autor de um dos maiores clássicos da música americana-mundial, "ain't no sunshine", que é a segunda faixa do disco just as i am. vai lá, bill, arrepia.



e agora, pra encerrar, o trailer de soul power. o bruno natal fala um pouco mais sobre o documentário lá no URBe.



atualização: taí o video de "hope she'll be hapier", direto do filme.


Bill Withers from Jesse Thorn on Vimeo.