putz, ontem o bróder fernandinho me apresentou a versão original de uma música que conheci ano passado pelos ingleses do dub colossus. "uptown top ranking" foi o primeiro e único sucesso de uma dupla de vida curta, althea & donna, que estourou com essa música no final de 1977 na inglaterra e jamaica. daí que 1978 foi o ano delas, um disco inteiro saiu (boa resenha no allmusic), mas a falta de experiências das mocinhas (tinham por volta de 18 anos à época) a fizeram cair logo no esquecimento. seguem abaixo duas versões dessa música delícia, ambas ao vivo. a primeira foi na tv inglesa e a segunda veio direto do festival reggae sunsplash.
no mais, o pessoal que tocou em uptown top ranking, o disco, é um impressionante time dos sonhos: joe gibbs na produção (gibbs havia usado o 'riddim', a base, de "upside top ranking" em outras de suas produções anteriores - "i'm still in love with you girl" e "three piece suit"), tommy mccook no trombone, earl "chinna" smith na guitarra, robbie shakespeare no baixo e sly dunbar na bateria, etc. e já que você está aqui, aproveite e escute a versão do dub colossus, fazendo pontes entre jamaica e etiópia.
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domingo, 4 de março de 2012
domingueira
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domingo, 19 de julho de 2009
domingueira
sinead o'connor. lembram dela? da carequinha? da treta com a igreja católica? do ostracismo (lembrar do ostracismo é bom, hehehe)? lembram de "nothing compares 2 u"? aliás, seu segundo disco, i do not want what i haven't got (ensign/chrysalis, 1990), que trouxe essa música e a lançou mundialmente acabou de ganhar uma edição de luxe e... o disco continua bom, viu? mas estou falando aqui de sinead por outro motivo. é que o corjaman e manadaman oga chegou um dia desses e perguntou: "e cê conhece aquele disco que a sinead canta reggae?". cuma? não sabia de throw down your arms (rocket science, 2005) e muito menos que era tão bom. produzido pelos mestres sly & robbie, o disco tem versões de peter tosh ("downpressor man"), lee perry ("vampire" e "curly locks") e muito winston "burning spear" rodney ("marcus garvey", "jah nuh dead", "door peep", etc.), que também é autor, em parceria com phillip e george fullwood, da faixa que dá título ao disco. não consegui achar nenhum clipe feito a partir desse disco, mas encontrei uma participação de sinead e banda (com sly & robbie) no programa tonight show em 2006.
terça-feira, 28 de abril de 2009
da mata, de paraty
faz tempo que o especial multishow ao vivo - vanessa da mata foi gravado. foi numa quinta mezzo nublada no final de novembro do ano passado, em paraty (rj). clima ótimo na platéia, dividida entre locais, turistas gringos e hippies malucos. escrevi uma reportagem na monet de abril, que segue aí logo abaixo, e o especial finalmente estreará na próxima quinta, dia 30, no multishow, às 22h15 (e com desdobramentos em cd e dvd).
foi o primeiro show que vi de vanessa da mata e mesmo tendo gostado muito do disco sim (sonybmg, 2007), base de todo especial, não esperava que fosse ser tão bom. pegada, leveza, arranjos ótimos e a participação especialíssima da dupla jamaicana sly & robbie.

VANESSA DA MATA DE PARATY
Motores de popa sumindo no horizonte, cascos de cavalo trotando em calçadas centenárias e um tranquilo martelar em frente a Igreja de Santa Rita. Estes eram alguns dos sons ouvidos por quem chegava na histórica cidade de Paraty em uma quinta-feira aparentemente normal lá pelo final de novembro de 2008. Mas de normal aquela quinta não tinha nada: não é todo dia que é possível assistir e participar da gravação de um especial para TV, mais precisamente do Multishow Ao Vivo – Vanessa da Mata. Ao longe, um carro de som chamava a população para o show de fim de tarde.
“Tenho uma história longa com Paraty. Conheço os bolos, os tiozinhos dos bolos, os cafés, as ruas todas, tenho realmente uma relação com a cidade. Foi perfeito. Tinha a ver com a minha carreira, céu aberto, barroco brasileiro de arquitetura, todo mundo na rua, meio interiorzinho, nada de 45 mil pessoas. Precisava de uma coisa mais poética mesmo, mais acolhedora”, explicou Vanessa em conversa por telefone tempos depois do show. E a cidade a acolheu com sua mistura de turistas estrangeiros, malucos vendedores de pulseirinhas e nativos de toda a sorte, além de um céu bonito, mesmo que parcialmente nublado. Gente que foi chegando de mansinho faltando mais de uma hora para o início do show.
Todo mundo já estava no palco ensaiando, desde a própria Vanessa até seus convidados jamaicanos (Sly & Robbie), quando a platéia começou a reagir calorosamente como se o espetáculo já tivesse começado. Vanessa sorria de vermelho com a certeza que assim o clima só poderia melhorar. “Você vê gente de todas as idades e estilos na minha platéia. Adoro isso. E isso sou eu, é o meu reflexo. Porque sou mestiça de italianos, negros e índios. Pelo lado do pai uma família mais abastada e super humilde pelo lado materno. Os dois lados musicais pra caramba. Tenho uma empatia com as pessoas e, de repente, não é à toa.” Atrás dela, no fundo do palco, uma cacofonia de espelhos, imagens e flores formavam o cenário enquanto o dia virava noite e todos corriam para que Vanessa, uma das cantoras e compositoras mais populares da recente safra musical brasileira, pudesse dar o pontapé inicial.
Quando foi anunciado o início da gravação, o público foi pego de jeito pelo carisma brejeiro de Vanessa da Mata. O repertório do show, que também sairá em CD e DVD, é quase todo baseado no disco Sim (2007). Deste terceiro álbum da artista vieram novos hits para sua coleção, tais como “Boa Sorte/Good Luck”, “Amado”, “Pirraça” e “Ilegais”, que, juntos com “Ai Ai Ai”, “Não Me Deixe Só” e das suas bem sucedidas regravações de Caetano Veloso (“Eu Sou Neguinha”) e Chico Buarque (“História de uma Gata”), formaram um bloco coeso e cheio de apelos. Ninguém ali na praça escapou de cantar todas as músicas, até as menos conhecidas, em coro emocionado e feliz. “No início da minha vida musical as pessoas falavam que eu não ia fazer sucesso porque minha música era sofisticada demais para entrar no rádio. Gosto de repetir essa história porque as pessoas gostam de criar moldes e, ao mesmo tempo, acham que o público é burro. Nunca desejei cantar para uma elite, sempre quis cantar pra todo mundo, bicho. Agora, não sei como isso se tornou popular. Acredito que as pessoas sentiam falta de alguma coisa assim. Mas fico um pouco passada com a situação, não acredito muito.”
A noite veio comendo pelas beiradas históricas de Paraty enquanto as músicas iam sendo tocadas, ovacionadas e, raramente, refeitas. “Absurdo”, uma canção de levada ecológica, foi uma das poucas que teve que ser repetida porque Vanessa invariavelmente chorava. O público? Sempre com ela, sem nunca exagerar ou soterrar sua voz. Nada de gritos, isqueiros ou objetos voadores rumo ao palco. Apenas carrinhos com pé-de-moleque e cocada, balões rumo ao céu e crianças brincando de sombras com um dos holofotes. Muito colorido? E olha que no final do show, quando Vanessa cantou “Ai Ai Ai” pela segunda vez começou a chover exatamente na hora dos versos “o que a gente precisa é tomar um banho de chuva”. Delírio geral, bicho.
Pausa para a chuva diminuir. Enquanto isso, uma senhora cola no repórter e pergunta se o show acabou porque deseja entregar um livro religioso para a cantora. “Adoro o cabelo dela!”, revela. Mas aí o show volta com Vanessa cantando Cartola (“As Rosas Não Falam”) e logo depois a chuva retorna mais forte. Cai o pano. “Nasci numa cidade de 8 mil habitantes e ficava louca pra ir embora, queria fugir com o circo, com os ciganos, com qualquer coisa. Ficava imaginando pra onde aquelas pessoas estavam indo, como devia ser o lugar delas, tudo. Sempre tive muita sede pelo mundo.” Dá para arriscar que o mundo também tem sede por Vanessa da Mata.
AMIGOS DA JAMAICA
Tem dois sujeitos presentes no video acima que não fazem parte da banda de Vanessa. Na verdade, são convidados muito especiais do show. O baixista Robbie Shakespeare (de boné) e o baterista Sly Dunbar são lendas vivas (e muito ativas) do reggae jamaicano. Músicos e produtores, os dois formaram na década de 1970 a dupla Sly & Robbie que tocou ao lado de figuras como Peter Tosh, Gregory Isaacs, Horace Andy, Barrington Levy e a banda Black Uhuru, ao mesmo tempo que produziam discos de outros artistas e os próprios a partir do selo Taxi. O All Music Guide estimou que os dois participaram, de um jeito ou de outro, de cerca de 200 mil músicas (sim, esse é o número!). Destaque para os discos Taxi Fare (1986), Two Rhythms Clash (1989) e Dubs for Tubs: Tribute to King Tubby (1990), todos da dupla. Uma boa dica para ouví-los é o blog You & Me on a Jamboree, especializado em reggae.
Vanessa da Mata e os produtores do disco Sim, a dupla Kassin e Mario Caldato (também responsáveis por esse Multishow Ao Vivo), foram atrás da dupla lá em Kingston, Jamaica, em busca de uma sonoridade moderna e malemolente. Acharam muito mais que isso, obviamente, tanto que foram chamados para uma participação neste especial. Sly & Robbie colocaram seus instrumentos nas músicas “Vermelho”, “Pirraça”, “Absurdo”, “Ilegais” e “Boa Sorte/Good Luck”. Curiosidade: quando chegou em São Paulo, aos 16 anos, Vanessa fez parte de uma banda feminina de reggae chamada Shalla-Ball e 3 anos depois, em 1995, excursionou como backing vocal da Black Uhuru, a mesma que Sly & Robbie produziu na década anterior. As voltas que o mundo dá...
foi o primeiro show que vi de vanessa da mata e mesmo tendo gostado muito do disco sim (sonybmg, 2007), base de todo especial, não esperava que fosse ser tão bom. pegada, leveza, arranjos ótimos e a participação especialíssima da dupla jamaicana sly & robbie.

VANESSA DA MATA DE PARATY
Motores de popa sumindo no horizonte, cascos de cavalo trotando em calçadas centenárias e um tranquilo martelar em frente a Igreja de Santa Rita. Estes eram alguns dos sons ouvidos por quem chegava na histórica cidade de Paraty em uma quinta-feira aparentemente normal lá pelo final de novembro de 2008. Mas de normal aquela quinta não tinha nada: não é todo dia que é possível assistir e participar da gravação de um especial para TV, mais precisamente do Multishow Ao Vivo – Vanessa da Mata. Ao longe, um carro de som chamava a população para o show de fim de tarde.
“Tenho uma história longa com Paraty. Conheço os bolos, os tiozinhos dos bolos, os cafés, as ruas todas, tenho realmente uma relação com a cidade. Foi perfeito. Tinha a ver com a minha carreira, céu aberto, barroco brasileiro de arquitetura, todo mundo na rua, meio interiorzinho, nada de 45 mil pessoas. Precisava de uma coisa mais poética mesmo, mais acolhedora”, explicou Vanessa em conversa por telefone tempos depois do show. E a cidade a acolheu com sua mistura de turistas estrangeiros, malucos vendedores de pulseirinhas e nativos de toda a sorte, além de um céu bonito, mesmo que parcialmente nublado. Gente que foi chegando de mansinho faltando mais de uma hora para o início do show.
Todo mundo já estava no palco ensaiando, desde a própria Vanessa até seus convidados jamaicanos (Sly & Robbie), quando a platéia começou a reagir calorosamente como se o espetáculo já tivesse começado. Vanessa sorria de vermelho com a certeza que assim o clima só poderia melhorar. “Você vê gente de todas as idades e estilos na minha platéia. Adoro isso. E isso sou eu, é o meu reflexo. Porque sou mestiça de italianos, negros e índios. Pelo lado do pai uma família mais abastada e super humilde pelo lado materno. Os dois lados musicais pra caramba. Tenho uma empatia com as pessoas e, de repente, não é à toa.” Atrás dela, no fundo do palco, uma cacofonia de espelhos, imagens e flores formavam o cenário enquanto o dia virava noite e todos corriam para que Vanessa, uma das cantoras e compositoras mais populares da recente safra musical brasileira, pudesse dar o pontapé inicial.
Quando foi anunciado o início da gravação, o público foi pego de jeito pelo carisma brejeiro de Vanessa da Mata. O repertório do show, que também sairá em CD e DVD, é quase todo baseado no disco Sim (2007). Deste terceiro álbum da artista vieram novos hits para sua coleção, tais como “Boa Sorte/Good Luck”, “Amado”, “Pirraça” e “Ilegais”, que, juntos com “Ai Ai Ai”, “Não Me Deixe Só” e das suas bem sucedidas regravações de Caetano Veloso (“Eu Sou Neguinha”) e Chico Buarque (“História de uma Gata”), formaram um bloco coeso e cheio de apelos. Ninguém ali na praça escapou de cantar todas as músicas, até as menos conhecidas, em coro emocionado e feliz. “No início da minha vida musical as pessoas falavam que eu não ia fazer sucesso porque minha música era sofisticada demais para entrar no rádio. Gosto de repetir essa história porque as pessoas gostam de criar moldes e, ao mesmo tempo, acham que o público é burro. Nunca desejei cantar para uma elite, sempre quis cantar pra todo mundo, bicho. Agora, não sei como isso se tornou popular. Acredito que as pessoas sentiam falta de alguma coisa assim. Mas fico um pouco passada com a situação, não acredito muito.”
A noite veio comendo pelas beiradas históricas de Paraty enquanto as músicas iam sendo tocadas, ovacionadas e, raramente, refeitas. “Absurdo”, uma canção de levada ecológica, foi uma das poucas que teve que ser repetida porque Vanessa invariavelmente chorava. O público? Sempre com ela, sem nunca exagerar ou soterrar sua voz. Nada de gritos, isqueiros ou objetos voadores rumo ao palco. Apenas carrinhos com pé-de-moleque e cocada, balões rumo ao céu e crianças brincando de sombras com um dos holofotes. Muito colorido? E olha que no final do show, quando Vanessa cantou “Ai Ai Ai” pela segunda vez começou a chover exatamente na hora dos versos “o que a gente precisa é tomar um banho de chuva”. Delírio geral, bicho.
Pausa para a chuva diminuir. Enquanto isso, uma senhora cola no repórter e pergunta se o show acabou porque deseja entregar um livro religioso para a cantora. “Adoro o cabelo dela!”, revela. Mas aí o show volta com Vanessa cantando Cartola (“As Rosas Não Falam”) e logo depois a chuva retorna mais forte. Cai o pano. “Nasci numa cidade de 8 mil habitantes e ficava louca pra ir embora, queria fugir com o circo, com os ciganos, com qualquer coisa. Ficava imaginando pra onde aquelas pessoas estavam indo, como devia ser o lugar delas, tudo. Sempre tive muita sede pelo mundo.” Dá para arriscar que o mundo também tem sede por Vanessa da Mata.
AMIGOS DA JAMAICA
Tem dois sujeitos presentes no video acima que não fazem parte da banda de Vanessa. Na verdade, são convidados muito especiais do show. O baixista Robbie Shakespeare (de boné) e o baterista Sly Dunbar são lendas vivas (e muito ativas) do reggae jamaicano. Músicos e produtores, os dois formaram na década de 1970 a dupla Sly & Robbie que tocou ao lado de figuras como Peter Tosh, Gregory Isaacs, Horace Andy, Barrington Levy e a banda Black Uhuru, ao mesmo tempo que produziam discos de outros artistas e os próprios a partir do selo Taxi. O All Music Guide estimou que os dois participaram, de um jeito ou de outro, de cerca de 200 mil músicas (sim, esse é o número!). Destaque para os discos Taxi Fare (1986), Two Rhythms Clash (1989) e Dubs for Tubs: Tribute to King Tubby (1990), todos da dupla. Uma boa dica para ouví-los é o blog You & Me on a Jamboree, especializado em reggae.
Vanessa da Mata e os produtores do disco Sim, a dupla Kassin e Mario Caldato (também responsáveis por esse Multishow Ao Vivo), foram atrás da dupla lá em Kingston, Jamaica, em busca de uma sonoridade moderna e malemolente. Acharam muito mais que isso, obviamente, tanto que foram chamados para uma participação neste especial. Sly & Robbie colocaram seus instrumentos nas músicas “Vermelho”, “Pirraça”, “Absurdo”, “Ilegais” e “Boa Sorte/Good Luck”. Curiosidade: quando chegou em São Paulo, aos 16 anos, Vanessa fez parte de uma banda feminina de reggae chamada Shalla-Ball e 3 anos depois, em 1995, excursionou como backing vocal da Black Uhuru, a mesma que Sly & Robbie produziu na década anterior. As voltas que o mundo dá...
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sexta-feira, 27 de março de 2009
mixtape #1 reggae
o reggae entrou na minha vida já tem uns dois anos. veio junto com o dub. acho que de uma hora pra outra comecei a ouvi-los em muitas músicas e nas entrevistas de um monte de gente (quase contemporâneos e também mais novos, muitos brasileiros, alguns gringos). era jamaica pra lá, kingston pra cá, e pensei, só pra citar um exemplo, “o nação zumbi não pode estar errado”. e fui ouvir.
logo descobri o you & me on a jamboree e passei a tomar repetidos tapas na cara – e nunca poderei agradecer o bastante aos caras que mantém o blog, principalmente ao greg, com quem conversei por e-mails para fazer uma matéria para o gafieiras. quanta coisa linda. quanta história. tanta gente. tanta música. minha cabeça deu um nó e, enquanto o nó se agravava, carolina passou a duvidar da minha sanidade e os amigos zombavam surpresos. e eu lá, embasbacado com a habilidade, o balanço e a alegria dos músicos/cantores(as) jamaicanos. outra periferia, mais áfrica.
do reggae conhecia, e detestava, apenas o que todos conhecem, principalmente bob marley. pra mim ele sempre foi (e ainda é) o renato russo do reggae, o raul seixas do reggae. o mártir, o poeta, o santo, e por aí vai. claro que todos são muito mais interessantes e geniais do que é urrado/louvado sobre eles, e isso é constante e humilde aprendizado, mas estou me perdendo e me complicando... porque só queria dizer que fiz uma mixtape, uma coletânea, um best of com algumas das músicas mais bonitas que ouvi nesses últimos anos, reggaes variados, de épocas variadas, homens e mulheres, instrumentais e cantados, mas muito pouquinho, é só um começo... bob marley entrou, claro, e essa, pelo menos, carolina ama.
baixem AQUI. comentem, se possível.
essa é a primeira mixtape do esforçado e outras virão, outros gêneros, outras paradinhas...
seguem as faixas (algumas destas datas são aproximações, afinal a indústria fonográfica jamaicana não era das mais rigorosas em termos de informações, principalmente na virada da década de 1960 para 70).
01 bob marley & the wailers - chances are (1960s)
02 dawn penn - no, no, no (1967)
03 ken boothe - everything i own (1974)
04 hortense ellis - wooden heart (1967)
05 johnny nash – cupid (1973)
06 susan cadogan – fever (1976)
07 jackie mittoo - drum song (1970)
08 freedom singers - come together (1969)
09 im & david - soul brother (1970)
10 barrington levy - englishman (1979)
11 augustus clarke - black foundation (1976)
12 horace andy - skylarking (1972)
13 johnny osbourne - truth and rights (1979)
14 george faith - i've got the groove (1976)
15 the drastics - bulletproof (2005)
16 lee perry - pussy man (2004)
17 sly dunbar - river niger (1980s)
18 the lions - sweet soul music (2008)
19 easy star all-stars & citizen cope - karma police (2006)
20 dj raiz (ministereopublico) - na baixa do sapateiro [bonus] (2009)
logo descobri o you & me on a jamboree e passei a tomar repetidos tapas na cara – e nunca poderei agradecer o bastante aos caras que mantém o blog, principalmente ao greg, com quem conversei por e-mails para fazer uma matéria para o gafieiras. quanta coisa linda. quanta história. tanta gente. tanta música. minha cabeça deu um nó e, enquanto o nó se agravava, carolina passou a duvidar da minha sanidade e os amigos zombavam surpresos. e eu lá, embasbacado com a habilidade, o balanço e a alegria dos músicos/cantores(as) jamaicanos. outra periferia, mais áfrica.
do reggae conhecia, e detestava, apenas o que todos conhecem, principalmente bob marley. pra mim ele sempre foi (e ainda é) o renato russo do reggae, o raul seixas do reggae. o mártir, o poeta, o santo, e por aí vai. claro que todos são muito mais interessantes e geniais do que é urrado/louvado sobre eles, e isso é constante e humilde aprendizado, mas estou me perdendo e me complicando... porque só queria dizer que fiz uma mixtape, uma coletânea, um best of com algumas das músicas mais bonitas que ouvi nesses últimos anos, reggaes variados, de épocas variadas, homens e mulheres, instrumentais e cantados, mas muito pouquinho, é só um começo... bob marley entrou, claro, e essa, pelo menos, carolina ama.
baixem AQUI. comentem, se possível.
essa é a primeira mixtape do esforçado e outras virão, outros gêneros, outras paradinhas...
seguem as faixas (algumas destas datas são aproximações, afinal a indústria fonográfica jamaicana não era das mais rigorosas em termos de informações, principalmente na virada da década de 1960 para 70).
01 bob marley & the wailers - chances are (1960s)
02 dawn penn - no, no, no (1967)
03 ken boothe - everything i own (1974)
04 hortense ellis - wooden heart (1967)
05 johnny nash – cupid (1973)
06 susan cadogan – fever (1976)
07 jackie mittoo - drum song (1970)
08 freedom singers - come together (1969)
09 im & david - soul brother (1970)
10 barrington levy - englishman (1979)
11 augustus clarke - black foundation (1976)
12 horace andy - skylarking (1972)
13 johnny osbourne - truth and rights (1979)
14 george faith - i've got the groove (1976)
15 the drastics - bulletproof (2005)
16 lee perry - pussy man (2004)
17 sly dunbar - river niger (1980s)
18 the lions - sweet soul music (2008)
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