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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

o mundo é um bordel

mais três textos pra edição de fevereiro da Revista Monet. os que fiz sobre Amanda Seyfried e Sydney Sweeney, a dupla protagonista do thriller A Empregada, mas acho que não vou colocar por aqui não. prefiro o que fiz pra Dona Beja, nova novela brasileira da HBO, que tem entrevistas com um dos roteiristas (António Barreira) e um dos amores de Beja (David Júnior). não consegui falar com Grazi Massafera porque ela está trabalhando sem parar na novela global das 9 que está no ar agora (As Três Graças).

SENHORA DE TANTOS AMORES

Grazi Massafera é a nova encarnação da sensualidade e dos dramas de Dona Beja, figura lendária e real do Brasil Império, em novela na HBO Max

Ana Jacinta de São José não veio ao mundo a passeio. Ela amou e foi desprezada, enriqueceu e sofreu abusos de todo tipo, foi temida e desejada, criou uma família aos trancos e barrancos e comandou a política de sua cidade diretamente de um bordel. Tudo isso nas Minas Gerais do Brasil Império. Ana Jacinta, mais conhecida como Dona Beja (1800-1873), é até hoje uma lenda muito viva em Araxá (MG). Então, quarenta anos após sua primeira encarnação na TV, interpretada por Maitê Proença na extinta TV Manchete, Dona Beja renasce e ganha novo corpo em Grazi Massafera na segunda novela brasileira da HBO Max. 

Escrita por Daniel Berlinsky e António Barreira, Dona Beja terá 40 capítulos e tem como base os livros Dona Beja: A Feiticeira do Araxá de Thomas Othon Leonardos e A Vida em Flor de Dona Beja de Agripa Vasconcelos. Além, claro, da novela Dona Beija, um grande sucesso em 1986 que transformou Maitê Proença em sex symbol nacional. A atriz, aliás, foi uma das que melhor definiu a trajetória da personagem que interpretou. 

“Antes de completar 15 anos, Beja já era vista como uma ameaça para as damas da sociedade por conta da beleza extraordinária. Não conseguiram enxergar a menina, mas sim uma mulher feita e perigosa. O ouvidor do rei, Dom Joaquim Inácio, ‘apaixonado’, a sequestra e a mantém como sua amante por dois anos. A família, humilde, se viu impotente para recuperá-la das garras de um homem tão poderoso. E ela só volta para casa quando o ouvidor retorna a Portugal. Em Araxá, em vez de vítima, a menina foi tratada como uma sedutora, depravada. Machucada, a Beja vira a mesa e passa a dormir cada noite com o homem de sua escolha. Toma-lhes joias e muito dinheiro, tem filhos com eles. E assim, graças à inveja e ao desejo dos tortos, ela constrói fama, família e fortuna. Tanto fizeram que ela virou mulher rapidinho e soube se vingar”, disse Proença em vídeo de uma série chamada ‘Mulher de Fibra’ que fez para suas redes sociais alguns anos atrás. 

POR ELA SONHAM OS HOMENS

Barreira, um dos roteiristas da nova Dona Beja, é português e destrinchar a história brasileira, e suas relações íntimas e conflitantes com Portugal, foi um desafio à parte. “Isso me obrigou a realizar a maior imersão cultural da minha vida. Precisei entender profundamente o Brasil contemporâneo para, então, compreender o Brasil de duzentos anos atrás. E não apenas a história ensinada oficialmente nas escolas, mas também em narrativas menos difundidas, documentadas, que oferecem outras perspectivas sobre o mesmo período histórico. Esse mergulho cultural me transformou profundamente”, explicou. 

Mas a princípio, o maior desafio dos roteiristas era o de colocar uma história ambientada no século 19 em diálogo com a sociedade contemporânea deste século 21. Barreira viu que, infelizmente, essa expressiva distância temporal não era um abismo tão grande assim, afinal de contas, “ao olhar para o passado, percebemos que muitos conflitos permanecem presentes no cotidiano atual. Bastou, portanto, enfatizar determinados elementos já existentes na trama original para que ganhassem contemporaneidade. Por exemplo, Dona Beja apresenta uma forte jornada de empoderamento feminino. Em uma sociedade que ainda carrega traços machistas e patriarcais, Beja pode ser vista por muitos como uma transgressora. No entanto, ela é, sobretudo, uma mulher que se tornou dona de si, que seguiu seus desejos e não se curvou às imposições masculinas. Sua história revela a hipocrisia da sociedade em que estava inserida — uma hipocrisia que, em muitos aspectos, ainda persiste. O passado, portanto, segue presente”.


QUEM A BEJA, BEIJARÁ?

Os principais interesses românticos da personagem de Grazi Massafera em Dona Beja são Antônio Sampaio e João Carneiro de Mendonça. Interpretados por Gracindo Júnior e Marcelo Picchi na novela dos anos 1980, agora estão sob a responsabilidade de David Júnior e André Luiz Miranda, respectivamente. Mas o fato de ambos serem negros e não escravizados, e isso muito antes da abolição da escravatura em 1888, gerou uma série de questionamentos na época do lançamento do primeiro teaser da novela. 

Já preparado para tais perguntas, Barreira tem a resposta na ponta da língua. “É que grande parte dos brasileiros aprende que a liberdade dos negros só se deu com a Lei Áurea. No entanto, obras como Escritos de Liberdade, da historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto, revelam a presença significativa de homens negros livres e influentes na sociedade brasileira da primeira metade do século 19. Censos da época também apontam uma estrutura social diversa em Minas Gerais, onde se passa a novela, com negros livres atuando como advogados, comerciantes, intelectuais e líderes comunitários”, afirma o roteirista. 

Essa particularidade de Minas Gerais pode ser explicada pela exploração do ouro, pois foi desta forma que muitos negros conseguiram comprar sua própria alforria e a de outros, estabelecendo assim comunidades negras livres ainda no Brasil Império. Dona Beja quer, segundo seus autores, convidar o público a ampliar seu olhar sobre o passado só que com fundamento histórico. “Mas a novela também aborda o racismo dentro das próprias famílias, as hierarquias sociais e as violências sutis sofridas por negros livres que ousavam ocupar espaços reservados à elite branca”, diz Barreira.

Com essa premissa instigante, David Júnior, que interpreta Antônio Sampaio, ficou entre o surpreso e o empolgado com o convite. “Dar vida a um corpo preto numa novela de época, montando a cavalo ao invés de puxá-lo, e ocupando lugares de poder, o que nas novelas dos anos 1980 só eram lugares de subserviência, alimentou minha paixão pelo nosso ofício de uma maneira única”, relembrou Júnior. 

Detalhe: o ator, que foi par romântico de Grazi Massafera na novela Bom Sucesso (2019), já filmou cenas tórridas com Maitê Proença na novela Liberdade, Liberdade (2016). Dizem que de Dona Beja ele entende. Quem há de discordar?

sábado, 20 de dezembro de 2025

ma ôe

dose dupla na edição de dezembro da Monet. de um lado, Taylor Swift (que acho que não colocarei aqui). do outro, um novo filme sobre Sílvio Santos. em Silvio Santos Vem Aí!, Leandro Hassum encarna o lendário comunicador durante a estranha, oportunista e mal sucedida tentativa de se candidatar à presidência (na primeira eleição democrática para o cargo desde o fim da ditadura). peguei aspas de Hassum e da co-protagonista Manu Gavassi de um material divulgado para a imprensa, mas entrevistei a diretora Cris D'Amato. o resultado tá aqui.

 
É NAMORO OU AMIZADE

Silvio Santos Vem Aí! traz Leandro Hassum como um dos maiores comunicadores brasileiros em sua tentativa de se tornar Presidente da República

Quando Silvio Santos morreu em 17 de agosto de 2024, aos 93 anos, seus milhões de fãs não puderam velá-lo. É que uma das figuras públicas mais conhecidas da história brasileira quis que sua morte fosse um momento tão íntimo da família como foi sua vida pessoal. Ele sabia também que sua voz, seu humor e seu poder de comunicação permaneceriam vivos e que assim, e somente assim, gostaria de ser lembrado. Mas não custa imaginar o que existe por trás da máscara e é justamente isso que faz Sílvio Santos Vem Aí!, protagonizado por Leandro Hassum e lançamento do mês na Claro.
 
Ninguém nunca viu o Silvio Santos entre quatro paredes na casa dele. Como era o Silvio Santos? Como ele falava com as suas filhas? Como ele falava com a sua esposa? Porque o que a gente tem é o que a gente viu gravado. Então, o Silvio, na sua intimidade, é uma incógnita, e aí ele virou uma personagem de ficção para a gente. Acho que o Silvio merece muitos filmes, muitos recortes, porque a vida dele é muito rica”, explicou a diretora Cris D’Amato.
 
Especialista em comédias de sucesso para o cinema tais como SOS – Mulheres ao Mar (1 e 2), A Sogra Perfeita (1 e 2) e Pai em Dobro, D’Amato foi apresentada ao projeto pela produtora Verônica Stumpf em 2019 e a princípio pensou em não aceitar porque achou que era pouco tempo para muita vida. Então, para desanimá-la ainda mais, apareceu um outro longa (Silvio, com Rodrigo Faro, que seria lançado em 2020, mas por causa da pandemia só foi em 2024) e uma série (O Rei da TV, com José Rubens Chachá, que teve duas temporadas em 2022 e 2023). Só que o recorte da vida de Silvio Santos escolhido pelo roteirista Paulo Cursino era bom demais para deixar passar.
 
QUEM QUER DINHEIRO?
 
O ano é 1989 e Silvio Santos já era o lendário comunicador e empresário que todos conhecemos. A voz, o deboche, o começo como radialista, os programas de auditório na TV, o Baú da Felicidade do ex-camelô, o dono de concessões de emissoras de TV (dadas pelo presidente Ernesto Geisel em meados da década de 1970, durante a ditadura militar), o programa ufanista ‘Semana do Presidente’ (um agrado ao General Figueiredo, o último presidente militar), tudo de Silvio Santos já existia em 1989.
 
Então, meio que do nada, Silvio anunciou que iria se candidatar à Presidência da República a pouco mais de duas semanas antes do primeiro turno da primeira eleição para presidente após o fim da ditadura. A história de Sílvio Santos Vem Aí! pega o personagem nesse momento. “É um recorte pouco conhecido do público, o dessa época. Os bastidores do programa, as motivações políticas, como é a família e ele na intimidade, tudo vai sendo descoberto para o espectador pela personagem da Manu Gavassi, que é uma diretora de marketing que vai assessorá-lo na campanha. E aí, nos encontros dela com ele, a gente vai descobrindo um pouco da vida do Silvio Santos”, diz D’Amato.
 
Marília, a personagem de Gavassi, funciona como o espectador que vive se equilibrando entre a desconfiança e o encantamento em relação a Silvio. “Achei muito curioso quando esse convite chegou a mim porque não tenho nenhuma relação com ele. Mas depois li o roteiro e entendi que a personagem tinha esse perfil questionador e curioso, que acho que as pessoas veem muito em mim também. Ela não estava convencida sobre o Silvio e sempre com respeito e profissionalismo ousava questionar as atitudes e intenções dele”, afirmou a atriz em material divulgado para a imprensa.
                                                   
QUER PEDIR AJUDA AOS UNIVERSITÁRIOS?
 
Já Leandro Hassum, o protagonista, tem muitas lembranças de Silvio Santos. Por exemplo, tinha 16 anos em 1989 e aquela eleição presidencial também foi sua primeira, então lembrava de todo o quiproquó da candidatura, da empolgação à frustração. Mas recordava, acima de tudo, do carisma do apresentador saltando da telinha toda santa tarde de domingo.
 
“Nunca imitei o Silvio Santos, nunca usei essa ‘arma’ para a minha comédia, porque, afinal de contas, sou ator e não imitador. Então, tentei pegar o espírito dele, o espírito da animação, o jeito do apresentador, e trazer para perto no gestual, no caminhar, na postura, a maneira de se comportar. E isso foi me trazendo o Silvio Santos, pela interpretação mesmo, o que acabou ficando, a meu ver, uma grande homenagem a ele”, confessou Hassum no release do filme.
 
É que todo mundo acha que sabe imitar o Silvio, e justamente por isso o ator resolveu fazer o caminho inverso e a partir da preparação corporal que a voz do personagem surgiu. “Quando faço um personagem fictício, posso usar minhas cartas na manga da comédia e tudo mais. Quando interpreto uma personalidade que realmente existiu, e com a proporção e o tamanho do Silvio, tenho que respeitar isso. Não dá para improvisar e fazer com que o público esqueça que estou contando a história do maior comunicador do Brasil”.
 
QUAL É A MÚSICA?
 
O comprometimento de Hassum foi tão grande que a diretora Cris D’Amato não passou um dia no set sem se impressionar. “Acho o Leandro muito próximo ao Sílvio no que diz respeito à composição da personagem. Era assustadoramente parecido, dava até nervoso”, diz rindo.
 
Para confirmar sua impressão sobre a caracterização de Hassum, D’Amato resolveu pedir então que, na hora de contratar a figuração, chamassem pessoas que participavam das caravanas que iam ao programa de Silvio Santos. O resultado foi uma torrente de emoções para todos os envolvidos. Hassum relembra que “foi muito impactante quando entrei em cena como Silvio e vi muitas pessoas chorando porque tiveram a sensação de estar vendo novamente o Silvio ali. Uma senhora chegou a me pegar pelo braço e me disse “estou te vendo aqui, estou pegando na mão do Silvio Santos”. Foi um momento de arrepiar e agora, só de falar, arrepio novamente”.
 
Por essas e outras emoções que tanto a diretora Cris D’Amato quanto o ator Leandro Hassum fazem questão de frisar que Silvio Santos Vem Aí! não é uma comédia, mesmo que ambos sejam conhecidos por terem produzido alguns dos filmes mais populares do gênero no país nos últimos anos.
 
“Isso mesmo, realmente não é uma comédia, mas existem passagens muito engraçadas. A partir do momento em que o filme chega ao domingo, que era o domingo inteiro dele, a gente vai permeando o filme com momentos divertidos com Domingo no Parque, Namoro ou Amizade, Topa Tudo Por Dinheiro, Show de Calouros, vários momentos icônicos na TV. Então tem cenas muito divertidas, mas sempre com o objetivo de contar a história. Nada de piada pela piada”, explicou Hassum. Sempre rir, mas com naturalidade.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

80 músicas brasileiras de 2017

a lista de discos nacionais já deu a pista de uma boa parte das melhores músicas de 2017 e, como sempre, foi muito difícil escolher apenas uma de discos poderosos como, por exemplo, o da aláfia, alzira e, as bahias e a cozinha mineira, àttøøxxá, baco exu do blues, curumin, don l, flora matos, letrux, momo, nill, oquadro, otto, paulo miklos, rincon sapiência, rodrigo ogi, trupe chá de boldo, vitor ramil e xênia. ou então de discos que ficaram na lista b como os de davi moraes, coletivo rua, johnny hooker, juliana kehl, seu pereira & coletivo 401 e tiê [e acabei escolhendo o belo dueto da cantora com ninguém menos que luan santana].

no entanto um pouco mais de um terço dessa lista de músicas é de singles ou prévias de discos que chegarão em 2018. neste segundo caso aparecem anelis assumpção ["receita rápida" é uma bela raridade pouco (re)gravada do pai itamar], a rapper lay e seu witch trap, o rapper rashid [da sua série em construção] e o lindo encontro familiar ao vivo de zeca, caetano, moreno e tom veloso.

mas são os singles que dominam. do rap vieram parteum e suas rimas e bases sempre instigantes, o emicida com a brasileiríssima "yasuke" [que o paulistano fez pro mais recente desfile de sua marca na são paulo fashion week], mais uma pedrada do grande black alien [que tá numa fase incrível], a inquietude do carioca xamã e as minas ju dorotea [uma das preferidas da casa dessa nova geração] e a sempre divertida karol conká [mais pop e certeira que nunca, tanto que a música ganhou versão jingle].

tem também o encontro inédito e adubado dos pernambucanos do café preto com a cantora céu, uma nova e poderosa do baiana system, uma instrumental envolvente do produtor carioca omulu, mais uma rasteirinha delícia da mc tha [com produção de omulu e king doudou], um pancadão violento do heavy baile com participações de tati quebra barraco e lia clark, pérolas pop do dream team do passinho, de iza, de valesca popozuda, mc beijinho e da banda uó, e a galhofa dos brasilienses do harmonia do sampler ["pau, perereca e cu"].

e vale um bloco inteiro pro funk de são paulo, que anda numa fase ótima e cada vez mais variada. tem hits do verão passado como "deu onda" [mc g15], "olha a explosão" [mc kevinho] e "bum bum tam tam" [mc fioti], o sempre surpreendente mc neguinho do kaxeta ["proliferação dos loucos"], o galã malandro mc livinho ["azul piscina"] e os azarões mc kekel ["quem mandou tu terminar?"], mc nando dk, jerry smith e dj cassula ["troféu do ano"].

anitta e pabblo, pabblo e anitta – claro que estão presentes na lista as duas grandes figuras do pop brasileiro do ano. de um lado, a maranhense pabblo vittar, que emplacou vários hits de seu disco de estreia [vai passar mal] desde os primeiros dias de 2017. nada mais brasileiro que fazer uma grande mistura dos gêneros mais populares do momento, do funk eletrônico ao arrocha, do forró ao brega, do sertanejo ao reggae, do trap a balada, e pabblo faz tudo isso com a desenvoltura de quem não tem medo de nada. pena que não pude colocar aqui a minha preferida – "todo dia", dueto de pabblo com rico dalasam – por motivos de briga por direitos entre dalasam e os produtores do disco, dj gorky e maffalda. na treta, que ainda não se resolveu, a música foi retirada das plataformas de streaming.

vai anitta

do outro lado, a incontornável, meticulosa, global e ultrapop anitta, que teve um ano sensacional com direito a hits no mundo sertanejo ao lado de simone & simaria ["loka"], no mundo televisivo radiofônico com nego do borel e wesley safadão ["você partiu meu coração"] e ainda fechou 2017 com uma feroz volta ao funk em "vai malandra". poderia ter colocado também outras três músicas de sua invasão global - "paradinha", "downtown" e "sua cara" [encontro com pabblo vittar sob a batuta de major lazer] -, mas é preciso colocar limites.

então, sobe o som.


Aláfia - "Liga nas de 100"
Alzira E - "Cheguei"
Anelis Assumpção - "Receita rápida"
Anitta - "Vai malandra" [part. MC Zaac, Maejor, Tropkillaz e DJ Yuri Martins]
As Bahias e a Cozinha Mineira - "Um doido caso"
ÀTTØØXXÁ - "Elas gostam" [part. OZ]
Baco Exu do Blues - "Te amo disgraça" [part. Ellen Andrade]
Baiana System - "Invisível"
Banda Uó - "Sauna"
Bárbara Eugênia & Tatá Aeroplano - "Pro mundo virar shopping"
Black Alien - "Sangue de free"
Boogarins - "Foi mal"
Café Preto & Céu - "Água, fogo, terramar"
Chico Buarque - "As caravanas"
Coletivo Rua - "Grana"[part. Lurdez da Luz]
Coruja BC1 - "NDDN"
Criolo - "Lá vem você"
Curumin - "Boca de groselha"
Davi Moraes - "Guitarra da liberdade"
Diego Moraes - "Muderno"
Djonga - "Corre das notas"
Don L - "Laje das ilusões" [part. Leo Justi]
Dream Team do Passinho - "Oi sumido"
Felipe S - "Santo forte"
Flora Matos - "Perdendo o juízo"
Froid - "Sk8 do Matheus"
Harmonia do Sampler - "Pau, perereca e cu"
Heavy Baile - "Berro" [part. Tati Quebra Barraco e Lia Clark]
Johnny Hooker - "Corpo fechado" [part. Gaby Amarantos]
Ju Dorotea - "Made in periferia"
Juliana Kehl - "Ladainha"
Karol Conká - "Farofei" [part. Boss in Drama]
Lamber Vision - "Casamento grego"
Lay - "Magia negra"
Letrux - "Coisa banho de mar"
Linn da Quebrada - "Pirigoza"
Mallu Magalhães - "Você não presta"
MC Beijinho - "Me libera nega"
MC Fioti - "Bum bum tam tam"
MC G15 - "Deu onda"
MC Kevinho - "Olha a explosão"
MC Livinho - "Azul piscina"
MC Nando DK & Jerry Smith - "Troféu do ano" [part. DJ Cassula]
MC Neguinho do Kaxeta - "Proliferação dos loucos"
MC Tha - "Bonde da pantera" [part. Omulu & King Doudou]
Momo - "Nanã"
Nação Zumbi - "Amor" [part. Ney Matogrosso]
Nego do Borel - "Você partiu meu coração" [part. Anitta e Wesley Safadão]
Nina Becker - "Vôo rasante"
Omulu - "Capiroto"
Onça Combo - "Atento aos corvos"
OQuadro - "Gang"
Otto - "Carinhosa"
Pabblo Vittar - "Corpo sensual" [part. Mateus Carrilho]
Parte Um - "En Garde, MMXVII"
Pato Fu - "I saw you saying"
Paulo Miklos - "Risco azul"
Rashid - "Estereótipo"
Rico Dalasam - "Fogo em mim" [part. Mahal Pita]
Rimas & Melodias - "Elza"
Rincon Sapiência - "Meu bloco"
Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis - "Absurdo 8"
Rodrigo Ogi - "Deixe-me"
RZO - "Uma multidão rumo à solidão" [part. Sombra]
Seu Pereira e Coletivo 401 - "Eu não sou boa influência pra você"
Simone & Simaria - "Loka" [part. Anitta]
Thiago Elniño - "Pedagoginga" [part. Sant e KMKZ]
Tiê - "Duvido" [part. Luan Santana]
Trupe Chá de Boldo - "Entre o mangue e o mar"
Tulipa Ruiz - "Game"
Valesca Popozuda - "Pimenta"
Vitor Ramil - "Stradivarius"
Xamã - "Bloody Mary"
Xênia - "Pra que me chamas?"
Zé Ed - "Confesso"
Zeca, Caetano, Moreno e Tom Veloso - "Todo homem"

p.s.: dessa vez o spotify perdeu do youtube e a playlist na plataforma não trouxe 5 das 80 músicas, incluindo ju dorotea ["made in periferia"], mc fioti [inexplicavelmente só tem uma versão remix latinizada do hit "bum bum tam tam"], onça combo ["atento aos corvos"], parte um ["en garde, mmxvii"] e xamã ["bloody mary"].

domingo, 10 de dezembro de 2017

80 músicas gringas de 2017

a segunda lista retrospectiva musical do esforçado é a de músicas gringas. boa parte dos discos da primeira lista tem seu representante aqui e alguns artistas dificultaram bastante a escolha de apenas uma música [para o bem da diversidade democrática da lista]. só para citar alguns: arcade fire, beck, big boi, bomba estereo, bonobo, brother ali, curtis harding, dj vadim, drake, ghostpoet, gorillaz, ibeyi, jamiroquai, jay-z, jidenna, kendrick lamar, leikeli47, little simz, lupe fiasco, morrissey, meridian brothers, nadia rose, oddisee, ozomatli, princess nokia, quantic & nidia gongora, sinkane, son little, sudan archives, vince staples e wale.

mas também apareceram alguns artistas que lançaram apenas singles no ano ou discos que acabaram não entrando na primeira lista. no primeiro caso, as excelentes rappers sa-roc e iamddb, frank ocean, aesop rock, layla moallem e a volta do n.e.r.d. [pharrell, chad hugo e shay haley] com a participação poderosa de rihanna. já no segundo caso, o rapper wiki, as cantoras lorde e sza, o produtor calvin harris e uma turma africana da pesada: cassper nyovest [áfrica do sul], jojo abot [gana] e olamide [nigéria]. e como não poderia deixar de ser, a inescapável "despacito" de luis fonsi, que é um reggaeton bem divertido mesmo e hit global merecidíssimo.


p.s.: na playlist do spotify faltaram jay-z ["the story of o.j."] e jojo abot ["nye veve sese"], enquanto na do youtube ficaram de fora abstract rude & dj vadim ["niggaz quartet"], drake ["ice melts"], gorillaz ["she’s my collar"], ozomatli ["eres"], vex ruffin ["the calling"], wiley ["lucid"] e zara mcfarlane ["stoke the fire"].


Abstract Rude & DJ Vadim - "Niggaz Quartet"
Aesop Rock - "Hot Dogs"
Aminé - "REDMERCEDES"
Arcade Fire - "Put Your Money On Me"
Beck - "Up All Night"
Big Boi - "Kill Jill" [feat. Killer Mike & Jeezy]
Bomba Estereo - "Duele"
Bonobo - "No Reason" [feat. Nick Murphy]
Brother Ali - "Never Learn"
Calvin Harris - "Feels" [feat. Pharrell Williams, Katy Perry & Big Sean]
Caro Emerald - "The Ghost of You"
Cassper Nyovest - "Nyuku"
Charlotte Gainsbourg - "Ring-A-Ring O’Roses"
Curtis Harding - "Face Your Fear"
Drake - "Ice Melts" [feat. Young Thug]
DJ Vadim & Blackstone - "Ride Slow"
El Michels Affair - "Tearz" [feat. Lee Fields & The Shacks]
Everything Is Recorded - "Mountains of Gold" [feat. Sampha, Ibeyi, Wiki & Kamasi Washington]
Frank Ocean - "Chanel"
Future - "Mask Off"
Ghostpoet - "Freakshow"
Goran Bregovic - "Pero" [feat. Bebe]
Gorillaz - "She’s My Collar" [feat. Kali Uchis]
IAMDDB - "Shade"
Ibeyi - "Deathless" [feat. Kamasi Washington]
Jamiroquai - "We Can Do It"
Jidenna - "Bambi"
Joey Bada$$ - "Rockabye Baby" [feat. ScHoolboy Q]
Jojo Abot - "Nye VeVe SeSe"
Kendrick Lamar - "Humble"
Khalid - "Young Dumb & Broke"
Lady Leshurr - "Juice"
Layla Moallem - "Sonnet 130" [feat. Jah-Zee]
LCD Soundsystem - "Tonite"
Leikeli47 - "Miss Me"
Little Dragon - "Sweet"
Little Simz - "Picture Perfect"
Lorde - "Green Light"
Luis Fonsi - "Despacito" [feat. Daddy Yankee]
Lupe Fiasco - "Jump" [feat. Gizzle]
Matias Aguayo & The Desdemonas - "Nervous"
Meridian Brothers - "Estaré Alegre, No Estaré Triste"
Morrissey - "Spent the Day in Bed"
Nadia Rose - "Big Woman"
Natalia Lafourcade & Los Macorinos - "Tú Sí Sabes Quererme"
N.E.R.D & Rihanna - "Lemon"
Nicole Willis & UMO Jazz Orchestra - "Haunted by the Devil"
Oddisee - "Like Really"
Olamide - "Wo!!"
Omar - "Déjà Vu" [feat. Mayra Andrade]
Ozomatli - "Eres"
Princess Nokia - "G.O.A.T."
Quantic & Nidia Gongora - "No Soy Del Valle (Version)"
Rapsody - "You Should Know" [feat. Busta Rhymes]
Roberto Lopez - "Las Aguas"
Sa-Roc - "I Am Her"
Shabazz Palaces - "Shine a Light" [feat. Thaddillac]
Sinkane - "Telephone"
SiR - "Ooh Nah Nah" [feat. Masego]
Snoop Dogg - "Toss It" [feat. Too $hort & Nef Da Pharaoh]
Son Little - "O Me O My"
Spoek Mathambo - "Blast Fi Mi" [feat. Loui Lvndn]
St. Vincent - "Los Ageless"
Sudan Archives - "Come Meh Way"
The Heliocentrics - "Made of the Sun" [feat. Barbora Patkova]
The Souljazz Orchestra - "Lufunki"
Tinie Tempah - "Holy Moly"
Tony Allen - "Life is Beautiful"
Toro y Moi - "Inside My Head"
Tricky - "Running Wild" [feat. Mina Rose]
Tyler The Creator - "Who Dat Boy?" [feat. A$AP Rocky]
Vex Ruffin - "The Calling"
Vince Staples - "BagBak"
Wale - "Mathematics"
Wiki - "Mayor"
Wiley - "Lucid"
Wyclef Jean - "Trapicabana" [feat. Riley]
Zara McFarlane - "Stoke the Fire"

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

os mais de 80 discos gringos de 2017

enquanto o louco ano de 2017 se esvai é hora de juntar os cacos e fazer listas. a primeira das habituais quatro retrospectivas musicais do esforçado é a de discos gringos e tem muita muita coisa boa. mais uma vez, o rap é foda, o resto é moda, e pouco mais de ¼ dessa primeira lista com 80 discos é do gênero que a cada ano é o mais inquieto e atual. e tem produção tanto de veteranos quanto de novatos, tanto de homens quanto de mulheres, mas quase sempre ali no eixo estados unidos-inglaterra.

sit down, be humble

kendrick lamar lançou o poderoso e irreparável damn. e jay-z voltou com faca nos dentes em 4:44, enquanto o jovem vince staples mostrou mais uma prova de seu veloz amadurecimento em big fish theory e o inglês ghostpoet veio com mais do seu lirismo sombrio em dark days + canapés. teve também os afrofuturismos de shabazz palaces nos dois discos de uma série chamada quazarz e do sulafricano spoek mathambo em mzansi beat code.

e umas minas afiadíssimas, desde o estilo mais old school de rapsody em laila’s wisdom até o grime pop de nadia rose em highly flammable, passando pelas experimentações de little simz em stilness in wonderland e pelas porradas atualíssimas de princess nokia em 1992 deluxe e leikeli47 em wash & set.

acima, little simz; abaixo, princess nokia

mas tem mais no rap gringo: os veteranos big boi, talib kweli, wu-tang clam e wiley continuam colocando o dedo na ferida, o popíssimo drake segue produzindo muito e em alto estilo, e os mais independentes brother ali, oddisee, joey bada$$, lupe fiasco, tyler the creator e wale firmam suas rimas e ousam nos beats.

outro dos “gêneros” preferidos da casa é o vasto mundo da música instrumental que pode ir tanto do jazz afrobeat do mestre tony allen no belo the source aos experimentalismos violinísticos de andrew bird em mais um trabalho da série echolocations; do envolvente ethiojazz de girma bèyènè [acompanhado dos franceses da banda akalé wubé] aos delírios psicodélicos dos suecos do goat em fuzzed in europe; do jazz arábico da trompetista yazz ahmed em la saboteuse aos metais em fúrias da hypnotic brass ensemble em book of sound; sem falar em outras figurinhas carimbadas por aqui como as bandas antibalas, the souljazz orchestra, the heliocentrics, el michels affair e hard proof, ou então o saxofonista kamasi washington, o multi-instrumentista e produtor shawn lee [em mais um encontro com a musicista chinesa bei bei] e o sempre misterioso clutchy hopkins [dessa vez em parceria com o igualmente misterioso fat albert einstein].

na mesma trilha que deu origem ao rap e parte desses sons instrumentais, a áfrica comparece na lista com novos trabalhos do casal amadou & mariam e dos grupos songhoy blues e tinariwen [todos do mali], da orchestra baobab [senegal] e também o encontro do malinês trio da kali com o renomado, americano e erudito kronos quartet, e a homenagem ao mestre nigeriano william onyeabor feito pelo super grupo the atomic bomb band [que tem integrantes do sinkane, hot chip, lcd soundsystem e antibalas, entre outros].

da áfrica pulamos para a américa latina que trouxe discos novos e excepcionais do selo zzk records – o grupo tremor e cantora dat garcia,ambos da argentina –, o belíssimo musas da mexicana natalia lafourcade e, como sempre, uma turma da pesada vinda da colômbia: bomba estereo e o solar ayo, meridian brothers e o loucão dónde estás maria?, mais um encontro fenomenal de nidia gongora com o produtor inglês quantic em curao e a novidade [por aqui] de roberto lopez com seu criollo electrik.

a colombiana nídia gongora e a mexicana natalia lafourcade

como já deu pra notar na lista até o momento – e quem viu listas de anos anteriores no esforçado já sabe –, a música negra é o grande norte das músicas ouvidas por aqui. e ainda nessa toada tem o excelente segundo disco do soulman curtis harding [face your fear], o póstumo da saudosa sharon jones [soul of a woman], o gospel finíssimo de the como mamas [move upstairs], os ecletismos blues rockers de son little [new magic] e sinkane [life and livin’ it], as porradas afropop de jidenna [the chief], e o impressionante segundo disco das irmãs ibeyi [ash], a interessante estreia solo de kele okereke [bloc party], a modernidade inquieta da jovem sudan archives e a doçura rascante de nicole willis.

também na lista, uma mistura de rock, pop, reggae, dub e música eletrônica. alguns artistas dificilmente não entrariam na minha lista, mas é sempre uma delícia ouvir novos e excelentes sons de gente como beck [colors], little dragon [season high], bjork [utopia], arcade fire [everything now], bonobo [migration], lcd soundsystem [american dream], st. vincent [masseducation], charlote gainsbourg [rest], gorillaz [humanz], ozomatli [non-stop: mexico to jamaica], camille [oui] e tricky [ununiform]. até aí, nada de novo. mas foi particularmente bom ouvir automaton, um jamiroquai que lembra o passado e está no presente, e low in high school, um morrissey tão dolorosamente bonito e consistente como a tempos não surgia.

morrissey & st. vincent

vindo por fora, o minimalismo com pegada de vex ruffin em conveyor, o rock eletrônico do chileno-alemão matias aguayo & the desdemonas [sofarnopolis], a variedade sonora e atual de everything is recorded [projeto de richard russell, produtor e dono do selo xl recordings, que tem participações de sampha, ibeyi e kamasi washington], o reggae jazzístico de zara mcfarlane [arise] e dois discos do grande dj vadim, um com abstract rude [the owl’s cry] e outro com blackstone [double sided].

e por último, mas não menos importante, three letters from sarajevo opus 1, o maravilhoso e multiétnico disco mais recente de um dos artistas preferidos da casa [e que andava meio sumido], o sérvio-bósnio goran bregovic.

goran bregovic, ídolo da casa

p.s.: quase todos os álbuns aqui listados estão com links pro spotify, com exceção de 4:44 do jay-z, third daughter da jovem doNormaal, the world is mind do krs-one e fela is the future de leeroy.

Abstract Rude & DJ Vadim - The Owl's Cry
Amadou and Mariam - La Confusion
Andrew Bird - Echolocations: River
Arcade Fire - Everything Now
Beck - Colors
Bei Bei & Shawn Lee - Year of the Funky
Big Boi - Boomiverse
Bjork - Utopia
Bomba Estereo - Ayo
Bonobo - Migration
Camille - Oui
Charlotte Gainsbourg - Rest
Clutchy Hopkins & Fat Albert Einstein - High Desert Low Tide
Curtis Harding - Face Your Fear
Dat Garcia - Maleducada
DJ Vadim & Blackstone - Double Sided
Drake - More Life
El Michels Affair - Return to the 37th Chamber
Everything is Recorded - Close But Not Quite EP
Girma Bèyènè & Akalé Wubé - Mistakes on Purpose
Gorillaz - Humanz
Hard Proof - Stinger
Hypnotic Brass Ensemble - Book of Sound
Ibeyi - Ash
Jamiroquai - Automaton
Jay-Z - 4:44
Jidenna - The Chief
Joey Bada$$ - ALL-AMERIKKKAN BADA$$
Kamasi Washington - Harmony of Difference EP
Kele Okereke - Fatherland
Kendrick Lamar - Damn.
LCD Soundsystem - American Dream
Leikeli47 - Wash & Set
Little Dragon - Season High
Little Simz - Stilness in Wonderland
Lupe Fiasco - DROGAS Light
Matias Aguayo & The Desdemonas - Sofarnopolis
Meridian Brothers - Dónde Estás Maria?
Morrissey - Low in High School
Nadia Rose - Highly Flammable
Natalia Lafourcade - Musas
Nicole Willis & UMO Jazz Orchestra - My Name is Nicole Willis
Oddisee - The Iceberg
Orchestra Baobab - Tribute to Ndiouga Dieng
Princess Nokia - 1992 Deluxe
Quantic & Nidia Gongora - Curao
Rapsody - Laila's Wisdom
Roberto Lopez - Criollo Electrik
Sharon Jones & The Dap Kings - Soul of a Woman         
Son Little - New Magic
Songhoy Blues - Résistance
Spoek Mathambo - Mzansi Beat Code
St. Vincent - Masseducation
Sudan Archives - Sudan Archives EP
Talib Kweli - Radio Silence
The Atomic Bomb Band - Plays the Music of William Onyeabor
The Como Mamas - Move Upstairs
The Heliocentrics - A World of Masks
The Souljazz Orchestra - Under Burning Skies
Tinariwen - Elwan
Tony Allen - The Source
Tremor - Ave Reina Mora
Tricky - Ununiform
Trio da Kali & Kronos Quartet - Ladilikan
Tyler The Creator - Flower Boy
Vex Ruffin - Conveyor
Vince Staples - Big Fish Theory
Wale - SHINE
Wiley - Godfather
Wu-Tang Clan - The Saga Continues
Yazz Ahmed - La Saboteuse
Zara McFarlane - Arise

e como já é de praxe aqui no esforçado, a lista A vem acompanhada sempre de uma lista B porque, afinal de contas, tem coisa boa pra cacete.

Amerigo Gazaway - A Common Wonder
Aminé - Good For You
Animal Collective - The Painters EP
Aurelio - Darandi
Beatnick & K-Salaam - The Bluest Flame
Benjamin Clementine - I Tell a Fly
Bob Dylan - Triplicate
Caro Emerald - Emerald Island EP
Cécile McLorin Salvant - Dreams and Daggers
Chicano Batman - Freedom is Free
Daymé Arocena - Cubafonia
Dee Dee Bridgewater - Memphis... Yes, I'm Ready
Depeche Mode - Spirit
DJ Khaled - Grateful
doNormaal - Third Daughter
Future - HNDRXX/FUTURE
Gaby Hernandez - Spirit Reflection
Gogol Bordello - Seekers and Finders
Gonjasufi - Mandela Effect
Hercules & Love Affair - Omnion
Homeboy Sandman - Veins
Hot 8 Brass Band - On the Spot
Ibibio Sound Machine - Uyai
Ikebe Shakedown - The Way Home
Jonti - Tokorats
Kelela - Take Me Apart
Khalid - American Teen
L’Orange - The Ordinary Man
Lady Leshurr - Mode EP
Lee 'Scratch' Perry & Subatomic Sound - Super Ape Returns to Conquer
Mavis Staples - If All I Was Was Black
Migos - Culture
Mitú - Cosmus
Moses Sumney - Aromanticism
Prophets of Rage - Prophets of Rage
Rhi - Reverie
Rick Ross - Rather You Than Me
Sara Tavares - Fitxadu
Sébastien Tellier - A Girl is a Gun
Shamir - Revelations
SiR - Her Too EP
Snoop Dogg - Neva Left
Talaboman - The Night Land
The Frightnrs - More to Say Versions
The Underachievers - Renaissance
The xx - I See You
Thundercat - Drunk
Tinie Tempah - Youth
Toro y Moi - Boo Boo
Vic Mensa - The Autobiography
Wrongtom & The Ragga Twins - In Time
Wyclef Jean - Carnival III: The Fall and Rise of a Refugee