segunda-feira, 23 de maio de 2011

arrebatamento na paulista

nos estados unidos anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar neste 21 de maio de 2011, mas ninguém parecia se importar com o apocalipse no início dessa história. sábado, sol, avenida paulista cheia, céu azul outonal. desço do ônibus em frente ao parque trianon, verde compacto raro na cidade de são paulo, e logo dou de cara com uma grande quantidade policial de carros, motos e soldados. mais do que eu imaginava, bem mais que na marcha da maconha do ano passado.

olho pro outro lado da avenida, no vão do masp, e ouço batuques e gritos. atravesso a rua e a primeira manifestação que vejo é de um grupo de 20 skinheads/neonazis malucos (um pleonasmo, eu sei) cantando o hino nacional e segurando cartazes com escritos do tipo "diga não as drogas / drogas destroem famílias". duas fileiras de policiais os protegiam de, naquela hora, cerca de 500 pessoas que nem ligavam, estavam de costas, nem aí, cantando "ei polícia, maconha é uma delícia". ok, estou oficialmente na marcha.


o grupelho de neonazis, os maiores fãs da polícia militar

de fora parece uma micareta hippie, de dentro também, mas o pessoal que organiza a marcha, acho que quase todos ligados ao coletivo dar (desentorpecendo a razão), é bastante sério e corajoso. o que não adiantou em nada na hora que constataram que o megafone estava de farol baixo, pilha fraca ou algo assim, e não conseguia dar conta a todos do que seria feito e de que jeito. por volta das 14h30, e já ao lado dos bróders mauricio fiore e giovanni cirino (pouco depois apareceria cristiano bromberg), comecei a ouvir os gritos de "vamos para paulista".

todos rumaram para a avenida e pararam na calçada para saber o que aconteceria em seguida. sem comunicação entre organizadores e batuque, demorou um pouco até todos perceberam que precisavam sentar para ouvir. e o batuque calou (nessa hora os neonazis aproveitaram para novas provocações, devidamente e rapidamente soterrados por gritos, xingamentos e palavras de ordem como “onha, onha, onha, plínio salgado fumava maconha”).


foto recorte transversal do início da marcha;
tinha mais gente na frente e atrás

o que se seguiu foi um daqueles momentos mágicos, piegas para alguns. centenas e centenas de pessoas sentadas no vão do masp ouvindo e repassando em voz alta a mensagem da organização da marcha, da primeira fileira até a última, um jogral em forma de onda.

por decisão judicial, a marcha da maconha foi considerada mais uma vez ilegal em são paulo, e mais uma vez a decisão saiu no começo da noite da sexta, sem dar chance para apelação. o honorabilíssimo desembargador teodoro cerilo mendez fernandez, espanhol gente fina condenado por espancamento em campos do jordão na década de 1990, declarou que a marcha era pretexto para fumarem em público fazendo apologia da droga ilegal. claro que não atentou para o fato, coitado, que discutir um assunto não é o mesmo que cometê-lo (ou falar sobre hitler é defender o nazismo?).

e, igualzinho a marcha 2010, o que era para ser uma chamada pública para colocar a questão da maconha no debate (alternativas ao proibicionismo, cultivo caseiro, etc.) teve que se transformar em uma manifestação pela, veja só, liberdade de expressão. quer dizer, uma democracia não é bem uma democracia quando um assunto não pode ser discutido, né não? porque essa história não é uma luta para que os maconheiros possam fumar o seu em paz, é muito mais do que isso, é uma tentativa de pensar em soluções para a violência urbana, o fim do tráfico de drogas, questões de saúde pública e também, obviamente, liberdade de expressão. as leis não são imutáveis, as sociedades também não, portanto viver numa sociedade democrática requer eterno diálogo, é casamento de todos com todos pra vida toda.

enfim, consequência prática dessa ilegalidade judiciária? entre os manifestantes não poderia haver nenhuma menção a maconha, nem nos cartazes nem em camisetas, e só assim a caravana poderia seguir. houve um acordo ali na hora entre o comando da polícia estadual (na figura do capitão benedito del vecchio) e a organização, e alguns jornalistas como ricardo galhardo (ig) foram testemunhas (video aqui). não haveria nenhuma menção visual a “erva maldita”, mas não teria como evitar palavras de ordem e coisa e tal. tudo certo e marcha seguiria por uma faixa pela paulista no sentido da avenida consolação até o centro da cidade. o relógio girava ali pelas 15h. pé na avenida, sol forte e bonito na cara.


o início da marcha na paulista, tudo ainda corria bem

achei estranho não ter nenhum policial nas laterais da marcha, mas tudo bem, melhor assim. outros também acharam e começaram a acender baseados. chegamos a convencer um grupo de jovens restarts a apagar o seu porque poderia ser pretexto para a polícia entrar. poucos passos na frente outros foram acesos e já não deu para controlar. foram também uma parca minoria e tenho certeza que isso não foi, e nem poderia ou deveria, ser motivo para o que aconteceu em seguida. certo mesmo é que depois de apenas dois quarteirões o comando da polícia militar do estado de são paulo decidiu que não queriam mais honrar o acordo e que, naquele momento, aquelas mil pessoas deveriam desobstruir a avenida por mal ou por mal.


a parte da frente da marcha, pouco antes
das primeiras bombas estourarem

estava na rabeira da marcha e vi quando começou. não houve provocação de nenhum tipo. houve apenas a decisão unilateral de acabar com aquilo do pior jeito possível. uma “bomba de efeito moral” estourou e a surpresa foi geral. como assim? jura? antes da próxima bomba explodir uma cena insólita e muito reveladora acontece: os neonazis aplaudem a brutalidade da polícia. não corro, fico meio em estado de choque, acreditando que foi só um “efeito moral”. mas novas bombas estouraram no cruzamento com a augusta junto com o bom e velho gás lacrimogêneo. logo depois foi a hora das balas de borracha, sempre na altura do peito ou do rosto, mas principalmente nas costas. e a confusão começou assim, democraticamente, com a polícia atirando pelas costas (nas costas!) de uma manifestação popular e pacífica.



não tô acreditando nisso! não deveria ser surpresa, claro, principalmente em se tratando de uma polícia que anualmente bate em professores, espanca estudantes, etc. só que ali, perplexo e no meio da ação, eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. era tudo muito gratuito. então, no cruzamento com a rua haddock lobo, próximo a igreja são luis, uma nova leva de bombas e gás fez com que eu me perdesse do mauricio, do giovanni e do cris (e o estilhaço de uma delas me acertou no peito, perto do pescoço, e soube depois que o giovanni também foi atingido). o choque estava apertando o passo, quase correndo, e chegando mais perto da marcha que, a essa altura, já tinha virado na consolação.

pouco antes dessas bombas estourarem vi um casal de adolescentes, estudantes do colégio são luis, na esquina da haddock lobo com a paulista. ela olhava meio fascinada para a tropa que avançava. não era admiração, era algo como “nossa, que real”. passei correndo por eles e segundos depois... estouros, ondas de choque se espalhando pelo ar, bem entre a gente. não vi mais nada depois. não sei se a realidade atingiu aquela moça como um meteoro, mas fiquei sabendo que muita gente que não tinha relação com nenhum dos lados da história recebeu sua dose de gás, susto e grosseria (motoristas parados, pedestres, famílias, crianças, fotojornalistas sempre no fogo cruzado, etc.)


souvenir de sábado

nessas também perdi a marcha. a polícia me ultrapassou no pique e rumou para o centro, pela consolação, atirando sempre, de tempos em tempos, aboiando a multidão para dispersá-la. pedro alexandre sanches cruzou o caminho com a marcha, agora marcha atlética, no começo da consolação e escreveu seu relato no texto “augusta, angélica e consolação”. e eu reencontrei mauricio ali pelo falecido cinema belas artes. continuamos descendo, junto com muitas outras pessoas que também ficaram para trás, para ver se alcançávamos o que sobrou daquela tarde.

tudo parecia mais rápido e ao longe a tropa seguia atirando, todos correndo. meio sem fôlego, boca seca, olhos ardendo, ficamos tentando entender o que podia ter dado errado, mas na maioria das vezes só falamos mesmo do quão canalha pode ser uma polícia como a de são paulo e o estado que permite que esse tipo de coisa aconteça. bruno torturra, da revista trip, que esteve na marcha de cabo a rabo e escreveu seu relato em “não somos conduzidos, conduzimos”, deu uma dica para esse clima repressivo na cidade: 25 das 31 subprefeituras são comandadas por coronéis da reserva (texto aqui do deputado estadual adriano diogo). ah, mas a polícia militar é do estado! pois é, mas a guarda civil metropolitana entrou na bagunça, como veremos adiante.

na altura do cemitério da consolação uma correria do nada fez com que eu me perdesse novamente do mauricio. alguns policiais estavam de moto empurrando, com a própria máquina e singelos chutões, os manifestantes para a calçada. dei uma corrida para ver se alcançava alguma coisa, mas acabei atravessando a avenida para comprar uma água no posto de gasolina. desanimado, perdido, com o peito ardendo e um pouco de sangue sujando a gola da camiseta, pensei se talvez não fosse hora de voltar para a casa. derrotado. como em 2010, só que pior.

não. vamos lá. desço agora pelo canteiro central da consolação e testemunho um outro motoqueiro policial chutando as pessoas para a calçada. pouco depois reencontro mauricio pela segunda vez. nada de giovanni e nem cris. chegamos a praça roosevelt toda cercada de tapumes e nem um sinal da manifestação, mas dezenas de motos, carros e soldados da polícia (alguns felizes, eufóricos mesmo), inclusive o tal motoqueiro chutador que acertou uns jornalistas e, para eles, deu a desculpa que estava sem freio.


cartum do francês wolinski, lembrado por @arnaldobranco

para onde todos foram? a dispersão deu tão certo assim? passamos pela biblioteca mário de andrade e chegamos na praça ramos, no teatro municipal. nada. nem sinal. não dava mais, cansado e frustrado decidi ir embora. mauricio também, ia resgatar o carro que tinha ficado no metrô vila madalena e do futuro imediato não sabia (um colega seu pesquisador, henrique carneiro, foi machucado na cabeça e ele conhecia vários dos organizadores da marcha, sendo que alguns tinham sido presos por distribuir o anti-proibicionista). o ônibus subiu a consolação e não era possível ver nenhum vestígio do que tinha acontecido por ali uma hora antes. a higienização repressiva comandada pela prefeitura e o estado de são paulo funciona como uma máquina bem azeitada. a rua pode estar um lixo, os pontos de ônibus em frangalhos, o asfalto cheio de buracos, o metrô insuficiente, não importa, o que interessa mesmo é que manifestações não existam ou não atrapalhem o trânsito do contribuinte (não somos todos?).

pra mim, por volta das 17h, tudo parecia perdido. “eles” conseguiram, mais uma vez. quando cheguei em casa descobri que o núcleo principal da marcha não tinha se dispersado, deu a volta no centro e subiu pela rua augusta rumo a delegacia de polícia nos jardins para onde tinham sido levados alguns detidos. aí a coisa ficou mais feia porque todos estavam mais próximos e a polícia militar decidiu usar cassetetes, chutes e spray de pimenta (e, o melhor, dando ordens para a guarda civil metropolitana ajudar na selvageria). o vídeo abaixo, feito pelo pessoal da folha, é o que melhor mostra o grau de selvageria gratuita da polícia do psdb. aliás, um parênteses para você que acha que é falta de maturidade política (ou coisa de petista) falar de psdb/dem/psd/tucanos numa hora dessas: você está redondamente enganado! só partidos isolacionistas e sabidamente arrogantes como o psdb - na mesma hora da bagunça na paulista, josé serra, em seu mundo parelo e bonito, puxava pra si a sardinha da beatificação da irmã dulce, veja só -, e que sofrem daquelas eternas dificuldades de diálogo com a sociedade civil e movimentos sociais, poderiam estimular e acobertar violências assim.



o pessoal que tomou porrada na rua augusta conseguiu chegar na delegacia de polícia dos jardins e, consequentemente, fechar a rua estados unidos. lá foram recebidos por policiais sem identificação, tática comum na ditadura, pois não? e por lá todos ficaram até que os detidos fossem liberados (foram recebidos por um coro de “maladragem dá um tempo”, e é importante que o bom humor sobreviva). pois é, anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar. não foi bem um apocalipse o que aconteceu em são paulo no sábado, 21 de maio. ninguém foi arrebatado. pelo menos não rumo ao juízo final.

acredito que quem esteve lá e não pode se manifestar ficou com um travo amargo na boca, uma vontade de ir à forra – tanto que foi marcado para o próximo sábado (dia 28, no mesmo masp, 14h) uma manifestação contra a violência policial. e quem não foi viu, ou deveria perceber logo, que seu cômodo baseadinho ilegal fumado em casa é assunto muito mais importante que as voltas do universo umbigo. é preciso discutir, é preciso tomar a rua (as marchas aconteceram muito bem em porto alegre, recife e rio de janeiro), porque fim do mundo mesmo é essa violenta falta de maturidade de nossas instituições – os cidadãos podem ser imaturos, como muitos de fato são, mas o estado e o judiciário não podem continuar cegos a demandas democráticas e legítimas da sociedade civil.


p.s.: fora os textos linkados no decorrer do relato, vale destacar ainda os ótimos trabalhos de camilo rocha, fausto salvadori e leonardo sakamoto, bem como análises sobre a proibição da marcha escrita por walter hupsel e sobre a violência policial assinada por paula miraglia.

11 comentários:

Anônimo disse...

Dafne, tou passada!!!! O que foi esse surto da polícia?? Como assim? parabéns pelo texto, nao tinha ainda percebido a tosquice/brutalidade da repressao, medieval, isso sim... bom, uma pena, porque a discussao [nao falo a respeito da polícia, mas do consumo] parece nao ter saído do nivel do jornal local... E os fascistas??? tou fora...
Enfim, tá aí, mais uma bioluta! Fuerza!!!

dafne sampaio disse...

oh anômina, quem é você?

Anônimo disse...

É muito triste verificar tal situação em nosso estado. Cada vez mais dói viver por essas bandas que há mais de 20 anos é contralada pela parte mais podre e pobre da politica - o "dignissímo psdb". Concordo plemanente que a discussão sobre o "basedinho" ultrapassa a individualidades dos "maconheiros". É uma discussão de saúde público, de sociedade de direito e é uma grande pena ver que os paulistanos e quiça os paulistas não consigam exercer esse debate...também, quem há 20 anos coloca o psdb no poder mesmo? É paulistanada tá na hora de acordar! E valeu Dafne pela coragem de colocar as coisas as claras e amplificar o debate. Um dia conseguiremos mais do que fumar "unzinho" em nossas casas, vamos conseguir uma sociedade mais justa, dialógica e equitativa.

matheus-hempadao@bol.com.br disse...

Ótimo conto, acabou de eternizá-lo na web!


Ficou mto bom o texto mesmo!

J.Reis disse...

Colaca bom nisto! O texto é arrebadator, fala direto e educamente sobre o acontecido e sobre o tema. Achei o que aconteceu na paulista, algo imensamente lamentável. Não sou usuário, mas tenho pessoas muito queridas e próximas de mim que o são e por sinal foram a marcha. Passei do 50 e por muito tempo vivi tendo as drogas como algo ligado ao "banditismo", desvios torpes e coisas do tipo. Mas com o andamento da vida vêm os filhos e esses nos ensinam muito...sobretudo, a nos relacionarmos com o desconhecido a partir das experiências deles.
E cada um se relaciona com mundo, com as coisas do mundo, de maneiras distintas. Não acredito na maneira como tudo foi "administrado" pelas autoridades, ou melhor, tenho certeza que tudo deve partir do diálogo franco, direto e responsável. Ora, a questão das drogas legais e ilegais precisa ser debatida desta forma, se não vira "coisa do mal" e a dicotonomia tem um forte viés falaz e quanto o assunto é a "coisa pública", o "fazer democratico" se faz necessário, desejante e estratégico.
Parabéns, rapaz pelo exemplo de cidadania e altivez de relatar desta forma fluída e forte o acontecido.
abraços cordiais

João Reis

dafne disse...

poxa, muito obrigado joão reis (e também matheus e anônimo 1 e 2). escrevi esse texto porque cansei dessa hipocrisia, das coisas existirem, serem usadas por uns e demonizadas por outros. sem discussão, sem pesquisa, sem seriedade e leveza. é obvio pra qualquer um que pare um segundo que as drogas legais, alcool e fumo, matam muito, muito mais que as drogas ilegais (que são consumidas em escala industrial, tanto quanto as primeiras). mas não existem grandes empresas/interesses por trás e pra eles é mais lucrativo deixarem-nas ilegais. alimenta a corrupção e o tráfico de armas, por exemplo. é preciso discutir, direta e educadamente. é assim que adultos se comportam.

Anônimo disse...

Passado com a atitude da PM-SP, Guarda e etc..

Will disse...

Olá Dafne, tudo bem? Acabei perdendo a manifestação. Na verdade fiquei sabendo sobre ela somente hoje. Mas estava pensando com os meus botôes. Um tema tão caro como a liberdade de expressão não merece ser comemorado frequentemente? Por que não uma Marcha da Liberdade ANUAL?? Poderiamos fazer isso não (se já ocorre uma manifestação especifíca para isso desculpe minha ignorância)
Um abraço e parabéns pelo blog eu ainda não conhecia.
William Matiazzi

dafne disse...

olá William, valeu pela visita e pelo comentário. acho que provavelmente irá rolar sim uma Marcha da Liberdade anual, essa foi a primeira. mas o mais legal é esse retorno de manifestações variadas, mais ou menos sérias, na cidade. É preciso ocupá-la, né?

Will disse...

Oi Dafne, tudo bem? Obrigado por ter respondido. Pois é, vou te falar que não sou o cara mais antenado do mundo, mas não me lembro de um ano em que houve tantas manifestações variadas como você disse. Pô, teve o Mamaço, O Churrascão da Gente Diferenciada, a Marcha da Maconha e a Marcha da Liberdade. Estou me emocionado com este movimento da sociedade. Ainda temos muito que crescer como uma sociedade de cidadãos, mas as coisas estão mudando, isto é inegável. Agora não é fácil tolerar este bando de retrogádos que temos entre nós não? O pessoaal que postou no seu blog é supereducado. Agora a maioria dos comentários da coluna do Walter Hupsel afe....
Mas vamos manter a esperança. Obrigado pelo relato da passeata, você foi sincero e espontâneo coisa rara entre os jornalistas da grande mídia.
Um abraço,
William Matiazzi

Will disse...

Só uma correção, não estou te incluindo na grande mídia ok? Espero que não tenha te "ofendido" rs Temos pessoas boas nela, mas no geral não sou chegado.
Abraço